Varejista em Foco

DIA DAS CRIANÇAS: Loja mostra que o diferencial é o segredo do sucesso

Prender a atenção e conquistar uma criança em meio a tantas opções de brinquedos digitais e tecnológicos é bastante desafiador. São dezenas de alternativas entre tablets, jogos eletrônicos e celulares entre outros. Mas em Campinas uma empresária apostou e acreditou em um nicho bastante contrário as opções que encontramos na maior parte das lojas de brinquedos. O foco da loja Tatu Bolinha são brinquedos e jogos confeccionados em madeira e educativos. Entre as opções encontramos bicicleta, carrinho de rolimã, casinha de boneca, bercinho de brinquedo, bonecas de panos, fantoches entre outras dezenas de opções.

Além de serem brinquedos que remetem à infância de muitos adultos, eles são opções para “dar aquele tempo” diante de tanta tecnologia. A loja fica no Cambuí, na Rua Maria Monteiro, e já está com 11 anos. Atende desde bebê até adolescentes que gostam de jogos de ciência e robótica. Além dos produtos em madeira, a loja tem também algumas opções de brinquedos mais “comuns”, livros, CDs e DVDs.

“Somos referência em brinquedos de madeira. Começamos com o público infantil, mas os anos foram passando e nossos clientes crescendo. Por isso tivemos que colocar jogos pra pré-adolescentes, por exemplo. Mas nossos produtos saem daquela linha convencional”, explicou a proprietária da loja, Cilene Cunha Silva.

E esse diferencial é o que faz impulsionar e fidelizar os clientes da loja. “Atendemos escolas e educadoras, mas temos nossos clientes que crescem com a gente e indicam também para outros. O segredo também está em fazer algo diferente, ter opções, sair da mesmice, por isso sempre busco produtos novos e diferentes, além de contar com dois assessores que me orientam de muitas coisas”, ela conta em referência aos filhos.

Brinquedos que estimulam as crianças a montarem e a raciocinarem são os mais procurados pelos pais. “Muitos não querem dar algo pronto e aqui você encontra brinquedos que precisam de uma montagem. Hoje em dia muitas crianças não saem do tablet, do celular. Aqui elas são convidadas a verem opções diferentes”, explicou.

Para o Dia das Crianças, comemorado nesta semana, a empresária promoveu alguma ações na loja como enfeitar mais, deixar a vitrine mais atrativa, colocar até um carrinho de pipoca para agradar as crianças. “Faço campanha em rede social e amplio o horário também. Mas o segredo é se manter atualizada, buscar novidades e opções e sair do mesmo”, alerta a empresária.

Fisio Fernandes, a empresa que nasceu de quem queria fazer mais

A história do empresário Antonio Carlos Fernandes da Silva é inspiradora. Trabalhando como representante comercial de uma empresa de equipamentos de fisioterapia, no final da década de 1980, Fernandes abriu seu próprio negócio no quarto de passar roupas da sua casa ao sentir que não tinha espaço no seu antigo trabalho. “Eu me sentia engessa do para aplicar minhas ideias. E foi aí o meu ‘start’ para estar onde estou hoje”, conta.

Fernandes em sua empresa, no Taquaral. Foto.: Adriano Rosa/SindiVarejista

Fernandes agora é o proprietário da Fisio Fernandes, no Taquaral em Campinas. Após quatro anos economizando aluguel ao manter a empresa dentro da própria casa, arriscou e alugou uma sede própria. “Percebi que a empesa precisava de uma sede quando recebi a visita de dois médicos importantes em casa, sem ter estrutura para atendê-los. Tive de arriscar e deu certo.”

Na década de 1990, recebeu o reforço do seu irmão que permaneceu como seu sócio por 14 anos, sendo responsável pela administração do negócio. A grande virada, no entanto, veio em 2009 quando inaugurou a loja virtual. Fernandes mergulhou no mundo do marketing e aprendeu na prática a vender, além do tradicional balcão varejista, pelas plataformas online.

Em 2013, um curso de marketing digital realizado no SindiVarejista deu mais fôlego para embarcar nesse trajeto. “Hoje gosto mais de planejamento de marketing do que vendas”, afirma. A empresa conta hoje com 19 colaboradores. O e-commerce representa 25% do faturamento. A loja física recebe, em média, de 50 a 70 pessoas por dia. Para atender toda a demanda, a empresa conta além da loja, com um centro de distribuição e toda uma estrutura de logística e atendimento online e por telefone.

Ao ser qustionado se hoje encontrou a fórmula do seu negócio, Fernandes é enfático. “Ainda estamos no primeiro degrau.” A
Fisio Fernandes, empresa passa agora por um novo desafio: o processo sucessório. “Sem que planejássemos, os três filhos vieram trabalhar na empresa”. Diante disso, Fernandes afirma que traça um novo projeto pessoal: ser consultor de profissionais da área de saúde e bem-estar, que já está colocando em prática. “Em toda minha trajetória, eu aprendi mais como não fazer do que como fazer. E busco aproveitar todas as oportunidades de aprender algo novo. Sempre”, finaliza.

Essa reportagem foi publicada na edição 44 do Nosso Varejo. Para ler outras matérias, clique aqui

A Rainha das Pimentas

Silvana Aparecida Barbosa. Foto: Adriano Rosa/SindiVarejista

A história empreendedora da Silvana Aparecida Barbosa, de 44 anos, começou quando ela ainda era criança e acompanhava os pais na banca de ver duras no Mercadão Municipal. O pai Joaquim Barbosa, que era português, deixou o Rio de Janeiro para viver em Campinas onde comprou um box em 1958 onde trabalhou cerca de 40 anos.

“Eu cresci neste lugar, sempre acompanhei meus pais e cresci aqui em meio aos clientes”, conta Silvana. No entanto, o grande desafio para ela e sua mãe, Leoninda Barbosa, veio em 2000 quando o pai ficou doente e não tinha mais condições de trabalhar. “Ficamos eu e minha mãe sozinhas. Como não dirigíamos caminhão não tínhamos como buscar mercadoria e, na época,não conseguíamos nenhum fornecedor para trazer a verdura para nós. Chegamos a ficar com a banca vazia, sem mercadoria e sem dinheiro”, conta Silvana emocionada.

A oportunidade de melhorar a situação, no entanto, veio com um vendedor de Minas Gerais que oferecia pimenta Cumari. Silvana conta que ele costumava vender para um comerciante, mas que após o seu falecimento ficou sem cliente no Mercadão.

“Ele passou na nossa banca e disse que havia oferecido para todos, mas que ninguém havia aceitado seu produto. Era um saco de 20 quilos e nós resolvemos ficar com a mercadoria e tentar vender.” A saída da pimenta foi um sucesso e, em um mês, Silvana e sua mãe mudaram o nome do box para “Rainha das Pimentas”, deixando de vez a venda de verduras. A partir daí, passaram a comprar outros tipos de pimenta – em conserva e a granel – e hoje a banca já é tradicional na cidade e um dos poucos lugares onde é possível encontrar uma enorme variedade de pimentas.

Hoje Silvana toca sozinha a banca da família após o falecimento de sua mãe, em 2011. “Sou feliz aqui, gosto de trabalhar no Mercadão. Penso que as coisas tinham que acontecer desta forma”, afirma a comerciante que espera que um dia, sua filha de quase dois anos, se interesse pelo lugar e pelo trabalho assim como ela.

Essa reportagem foi publicada na edição 43 do Nosso Varejo. Para ler outras matérias, clique aqui

 

Enxuto: Um lema que perdura até hoje

O “Eu, Varejista” desta edição conta a história do Enxuto Supermercados, empresa fundada em Campinas em 1963, no formato de pequeno comércio de secos e molhados. Quem conta é Janneti Bragancini Giacometti, gerente de RH que trabalha na empresa há 26 anos. Ela relata como a frase do fundador do negócio, João Batista Gonçalves, é presente até hoje entre todos os colaboradores: “Querer é poder, o impossível não existe. Quando a gente quer, a gente consegue”.

Segundo Janneti, a empresa começou na década de 1960 como uma beneficiadora de arroz, transformando-se logo em seguida em um pequeno comércio de secos e molhados. Já em 1973, foi aberto o primeiro supermercado que ampliou o simples negócio. O grande marco da empresa, contudo, ocorreu em 1990 com a inauguração do primeiro hipermercado.

“O fundador sempre sonhou em concorrer com grandes redes de supermercados, por isso, a inauguração do primeiro hipermercado foi um momento muito marcante que reforçou o seu lema e confirmou que, sim, quando há vontade e muito trabalho, é possível”, disse a gerente.

Até então, todas as unidades abertas tinham até 2 mil m². Já o hipermercado, quando inaugurado, contava com 5.100 m² e quase 500 funcionários integrando a equipe. “É até hoje uma loja completa, que trabalha para atender todos os públicos e atua fortemente no atendimento aos seus clientes”, acrescenta.

Hoje, aposentado, “seo” João Batista não mora mais em Campinas. A empresa passou pelo processo de governança corporativa e atualmente funciona por meio de conselhos compostos pelos quotistas e de um diretor geral. Atualmente, a empresa possui seis lojas nas cidades de Campinas, Rio Claro, Piracicaba, Cosmópolis e Limeira, um centro de distribuição e uma unidade administrativa. Ao todo, 1,5 mil colaboradores trabalham nas unidades.

“O Enxuto é uma empresa consolidada, sólida e respeitada no mercado. A sua história mostrou como a frase do fundador da empresa se tornou um lema interno, que sempre projetamos no dia a dia da empresa”, finaliza Janneti.

Essa reportagem foi publicada na edição 42 do Nosso Varejo. Para ler outras matérias, clique aqui

 

Rocha Auto Peças: o sonho que virou realidade

O empresário Roberto Rocha de Campinas nunca imaginou que seu sonho se tornaria algo tão maior do que o imaginado. Quando resolveu deixar a empresa onde trabalhava para abrir a própria, pensava em algo menor, voltado apenas para peças de motor de carro.

Porém, a vida quis diferente e, 25 anos depois, ele tem orgulho de ver como os negócios cresceram e prosperaram. Hoje, a Rocha Autopeças é uma das lojas mais conceituadas na região de Campinas, tanto para consumidores quanto para fabricantes de peças. São cinco lojas: três em Campinas, uma em Indaiatuba e outra em Jundiaí.

“Trabalhava em uma retífica onde fiquei durante três anos e aprendi muito. Resolvi abrir uma loja voltada para um único serviço. Porém, como tinha muitos conhecidos e eles me pediam de tudo, acabei agregando mais produtos e quando vi estávamos crescendo muito”, afirmou.

Hoje a loja é referência no setor de peças para veículos. “Cerca de 70 fábricas vendem para gente, somos distribuidores diretos das fabricantes. Essa empresa é uma história de vida. Não imaginava que ia virar tudo isso. Lembro que quando comecei coloquei o prazo de um ano para dar certo. E deu, muito antes desse prazo. Fomos pioneiros”, disse o empresário.

Por ter sido empregado durante muito tempo e por ter tido oportunidade de aprender e se capacitar, Roberto acabou agregando isso em seu perfil empresarial e faz questão que seus funcionários tenham as mesmas oportunidades. “Temos um auditório na loja localizada no bairro Vila Nova. Lá, os funcionários de todos os departamentos fazem cursos e treinamentos constantes. A intenção é sempre aprimorar os conhecimentos e compartilhar.

Tenho funcionário que começou como motoboy e que hoje é gerente de loja. Isso cria um elo com seu colaborador que sabe que pode construir uma carreira, se realmente se empenhar. Nós sempre damos oportunidade”, disse.

Esta entrevista foi publicada na última edição do Nosso Varejo. Para acessar o jornal completo, clique aqui