Reportagem do Correio Popular destaca Conexão Social

28 . out . 2010 Imprimir esse Artigo

O projeto Conexão Social desenvolvido pelo Sindivarejista foi tema da matéria publicada na última quarta-feira, 27/10, na página Projeto Cidadão RAC/CPFL do Correio Popular.  

A reportagem assinada pelo repórter Fabiano Ormaneze destacou as atividades desenvolvidas no dia 26/10 pelos alunos da Escola Municipal Carmelina de Castro Rinco, no Ouro Verde, para combater o desperdício. Eles também percorreram a comunidade entregando aos moradores e comerciantes folderes e panfletos sobre economia desenvolvidos pelas próprias crianças.
 
A página Projeto Cidadão, em parceria com a RAC e CPFL, publica toda semana projetos de cidadania da RMC. O melhor projeto será premiado no final do ano.
 

Leia abaixo a reportagem sobre o Conexão Social publicada no Correio Popular.

 

Conexão Social ensina a evitar desperdícios

Jogos e outras atividades são usados para mostrar a alunos de escolas municipais como usar bem o dinheiro
 
Fabiano Ormaneze
Crianças também podem ajudar no processo de transformação social, do qual, no fundo, elas serão as grandes beneficiadas. É isso que ocorre no projeto Conexão Social, desenvolvido pelo Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região (Sindivarejista) desde o início deste ano.

Estudantes de Ensino Fundamental de escolas municipais são preparados por professores e por meio de atividades lúdicas para que difundam, em casa e na vizinhança, informações sobre sustentabilidade e orçamento familiar.
Contribuindo para a geração de economia, as crianças, ainda que sem saberem exatamente, dão os primeiros passos para um futuro com mais qualidade. No momento, o projeto está sendo desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Carmelina de Castro Rinco, no Ouro Verde.

A proposta do Sindivarejista é, por meio do projeto, contribuir para o uso consciente dos recursos das famílias, a valorização do com&eacueacute;rcio local e também o uso correto de empréstimos de dinheiro.

No início do desenvolvimento do Conexão Social, foram feitas atividades de formação para professores e coordenadores pedagógicos da escola, realizados por profissionais contratados pelo sindicato.

Os educadores receberam, para distribuir aos alunos, um kit pedagógico composto de revista, jogo e uma caderneta em que todos os gastos da família podem ser anotados para que, posteriormente, sejam feitas contas sobre onde possa haver economia e quanto poderia ser poupado para ser utilizado em casos de imprevistos ou em projetos de longo prazo.

No jogo, um tabuleiro do tipo trilha a ser percorrido, os alunos já têm várias dicas de como se economiza. Quem, por exemplo, cai na casa dos que desperdiçam água e demoram no banho, precisa voltar casas. Quem compra um produto à vista, ganha pontos. “A ideia é mostrar que a economia, além de trazer benefícios na renda da família, também colabora com o meio ambiente”, explica o coordenador do projeto, Roberto Goulart Júnior.

Num segundo momento, os alunos conhecem dois personagens que, a experiência tem mostrado pelas lembranças, são bastante marcantes: a Professora Poupança e o Professor Gastão, que fazem parte de uma peça de teatro apresentada aos alunos.

Difusão
Em seguida, começa a parte prática: os estudantes desenvolvem, a partir das orientações dos professores, panfletos, cartazes e folders sobre economia para espalharem pela escola e entregarem na comunidade, etapa que eles têm desenvolvido nos últimos dias.

Na Carmelina, cada aluno desenvolveu à mão cinco folderes, com dizeres sobre economia de água, de energia e a necessidade de poupar ou valorizar as compras à vista.

O material foi distribuído aos moradores das áreas vizinhas à escola numa campanha de conscientização. “Fala-se muito em economia de um ponto de vista macro. Nosso objetivo é trazer para questões ligadas ao dia a dia dos estudantes e mostrar que, se houver economia de energia, por exemplo, haverá mais dinheiro em casa também”, lembra Goulart Júnior.

Cada professor desenvolve também sua criatividade ao propor atividades com os alunos para trabalhar o tema. Numa das classes, foi criada uma poupança coletiva: cada um deposita no famoso “porquinho” o troco que consegue de suas compras. Ao final do ano, eles vão abrir juntos o cofre e decidir de que forma a turma quer aproveitar o dinheiro.

Alunos de todas as séries são envolvidos e cada classe faz uma adaptação no material enviado pelo Sindivarejista para respeitar as necessidades de cada idade.

Sustentabilidade
Associar a economia de dinheiro com a diminuição dos gastos de água e energia foi um grande sucesso na escola. Basta que uma torneira fique pingando por alguns segundos que logo aparece um garoto para apertá-la. “Se a gente economiza, gasta menos e sobra mais dinheiro”, diz Matheus Rodrigues Ferreira, de 11 anos.

Para mostrar a dimensão do desperdício, os alunos da professora Maria Madalena Ferreira Silva, do 1° ano, fizeram um experimento. Eles deixaram uma torneira pingando do início ao final do horário de aula e descobriram que o balde colocado para receber os pingos tinha enchido. “Isso sensibilizou para ver o quanto o desperdício é grande”, afirma a educadora.

A partir daí, os alunos começaram a espalhar pela escola cartazes alertando para o fato de que é preciso fechar torneiras, lavar menos o chão e preferir medidas como passar pano ou ainda de que é necessário apagar as luzes sempre que sair da sala.

Como a escola também recebe alunos com deficiências, o material produzido mostra ainda que a economia deve ser inclusiva. A aluna Kyara Cristina Machado, de 9 anos, que é cega, produziu cinco panfletos em braile para distribuir na entidade Pró-Visão, que ela frequenta no horário em que não está na escola. Além disso, aulas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) também foram ministradas a alunos surdos.

“Para nós, foi um grande privilégio participar desse projeto porque ele cria alunos que são parceiros dos pais. Eles levarão para casa a necessidade de economizar”, diz a diretora da escola Mariza Machado Massignan.

A comunidade também agradece e elogia a iniciativa. “É muito bom ver as crianças conscientes assim. Certamente, nós mudamos muitos dos nossos hábitos em casa depois que a minha sobrinha começou a falar tanto em economia. Só o fato de eles distribuírem panfletos que eles mesmos produziram já é um grande incentivo”, diz o vendedor Victor Souza.

SAIBA MAIS
O documentário Memória do Varejo: Jardim Aeroporto pode ser visto, assim como outras informações sobre o Conexão Social, no site www.conexaosocial.org.br

CATEGORIAS
Conexão Social SindiVarejista na Mídia