Comércio de Campinas busca alternativas para falta de moedas

31 . ago . 2017 Imprimir esse Artigo

Um levantamento feito pelo Banco Central e divulgado nesta quarta-feira (30) apontou que cerca de 35% das moedas emitidas no país desde 1994 está fora de circulação. Elas estão esquecidas ou guardadas em cofres, gavetas ou carros e equivalem a R$ 1,4 bilhão. Atualmente, há R$ 6,3 bilhões em moedas no Brasil, o que representa R$ 31 por pessoa.

Foto: Tony Carvalho/ Fotos Públicas

Essa falta de moeda é sentida principalmente pelo comércio que tem que buscar alternativas para atender os clientes que pagam em dinheiro, especialmente na hora de dar o troco. “Muita gente deixou de comprar com dinheiro e passou a usar cartões débito e crédito. Isso facilita de um lado, mas acaba prejudicando outro. Quem sofre esses impactos são, principalmente, os comércios com produtos de menor valor”, afirmou a presidente do SindiVarejista Sanae Murayama Saito.

Este é o caso da papelaria e livraria Modelo, localizada no Centro de Campinas, que tem uma variada gama de produtos com valores pequenos. “É uma luta diária porque não temos de onde tirar moedas para o troco. Nas agências bancárias também não têm. Então, muitas vezes, tentamos trocar em supermercados, mas nem sempre é fácil”, afirmou a gerente da unidade Neiza Harada.

Para tentar escapar dessa dificuldade, o Supermercados Dalben tem uma máquina que recolhe as moedas e devolve cupom com valores para serem trocados por notas nos caixas ou em mercadorias. Já na rede de supermercados Pão de Açúcar, uma placa no caixa avisa que a cada R$ 20 em moedas o cliente ganha uma Coca-Cola.

“Iniciativas como essas estimulam o cliente, mas não resolve o problema como um todo. As pessoas precisam se conscientizar que aquelas moedas guardadas valem muito e precisam circular”, analisou Sanae.

Campanha
Em setembro, o Banco Central começará a campanha “Caça ao Tesouro” para estimular a recirculação de moedas.  O problema da falta delas também foi agravado pela diminuição na produção a partir de 2014, o que ocorreu devido à necessidade de redução da despesa pública no âmbito federal.

Em 2016, foram postas em circulação 761 milhões de unidades de novas moedas; em 2015, o total foi de 685 milhões de unidades. Em 2017, até 31 de julho, já foram disponibilizadas 434 milhões de novas moedas. Já em 2013, o número havia sido bem maior, um total de 2 bilhões de moedas.

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