13º salário: provisão é a melhor saída para evitar “apertos”

07 . maio . 2018 Imprimir esse Artigo

O ano começa e com ele mil malabarismos de empresários, principalmente os pequenos e médios, para deixar o caixa em dia. E, uma das ações que deve acontecer já durante o primeiro semestre, é o planejamento para o pagamento do 13º salário dos
funcionários no final do ano.

É muito comum, empresas ficarem enroladas pela falta de dinheiro e acabarem tendo que recorrer a empréstimos para poder arcar com os custos no fim de ano. A solução parece a salvação, mas não é nada saudável. Especialistas financeiros defendem que se o varejista começar a fazer uma pequena reserva desde já, o final do ano fica bem menos “apertado”.

O consultor do Sebrae Maurício Mezalira explicou que fazer essa reserva no varejo é um verdadeiro desafio porque a gestão financeira, principalmente dos pequenos negócios, é feita com base no que entrou e saiu do caixa. “Apesar do empresário saber da obrigatoriedade do pagamento do 13º salário, dificilmente ele consegue guardar esse dinheiro no dia a dia”.

Ele explica que a melhor forma de fazer é guardar, todo mês, o equivalente a 1/12 do salário do empregado. “Divide o salário por 12 e o resultado deve ser poupado, mês a mês, por funcionário”. Essa ação é chamada de provisão. “Esse valor deverá ser guardado, preferencialmente, em uma aplicação financeira para que o dinheiro renda juros”, destaca.


Sentiu na pele

Gerente e proprietária da Vidrocar. Foto: Adriano Rosa/SindiVarejista

A diferença entre fazer ou não a provisão é conhecida pela gerente financeira da Vidrocar de Campinas, Marlene Araújo Abdalla. Ela afirmou que a empresa fazia certinho as reservas para o pagamento dos funcionários, mas depois da crise não conseguiu mais. “Sempre soubemos que essa era a melhor solução, mas nestes dois anos não conseguimos. Porém, esse ano as coisas melhoraram e começamos a fazer”.

A proprietária da loja Juliana Robertti acompanha de perto asaúde financeira da empresa para evitar que isso volte a acontecer. “Estamos atentas e tentando ao máximo evitar esse tipo de situação. Por sorte, nesses dois últimos anos o movimento de final de ano ajudou e não pegamos empréstimos. Esse ano com certeza será bem mais tranquilo”, afirmou.


Dados

Uma pesquisa do Sebrae revelou como é na prática a utilização de empréstimos para o pagamento do 13º. No fim de 2015, 64% das empresas consultadas afirmaram que iriam conseguir pagar o 13º salário em dia, 5% não iriam pagar, 30% não tinham empregados com direito ao 13º. Entre as empresas com empregados com direito ao abono, 11% pretendiam contar com empréstimo para pagar.

Mezalira afirma que isso deve ser evitado já que o empréstimo vai fazer o empresário começar o ano endividado. “Por isso é importante planejar. Mas ainda dá tempo, basta dividir o valor do pagamento pelo número de meses que faltam”. O consultor ainda afirmou que a ação é difícil, mas não é impossível. “É um dinheiro que não é fácil guardar. Pior ainda para os pequenos. Mas tem que ter disciplina”.

Consultor do Sebrae Maurício Mezalira. Foto: Divulgação/Sebrae

 

Esta reportagem foi publicada da edição 44 do Nosso Varejo. Para ler outras matérias, clique aqui


 

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