Abrir um negócio próprio sem ter preparo não é uma boa ideia

by Luciana Felix | 20.01.2016 11:35

Cavalcante, do Sebrae: só querer ou precisar abrir um negócio para obter renda, sem ter nenhum conhecimento técnico, é uma ideia perigosa

Cavalcante, do Sebrae: só querer ou precisar abrir um negócio para obter renda, sem ter nenhum conhecimento técnico, é uma ideia perigosa

O desemprego é uma das maiores preocupações do brasileiro hoje. Até novembro do ano passado, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) contabilizava 160.041 pessoas desocupadas, que significava 9,10% da População Economicamente Ativa (PEA). O caminho de muitos desempregados para conseguir alguma renda foi apostar em um negócio próprio. Os novos empreendedores impulsionaram as adesões ao programa Microempreendedor Individual (MEI), que no ano passado passaram de 32.660 para 40.637 formalizações em Campinas, um avanço de 24,42%.

Em apenas um ano, a cidade ganhou 7.977 MEIs. O regime especial facilita a vida dos empreendedores, que podem abrir um negócio sem burocracia e com uma pequena

carga tributária. De acordo com o Portal do Empreendedor, o negócio aberto no programa é enquadrado no Simples Nacional e fica isento de tributos como PIS e Cofins. O empresário paga um valor fixo mensal de R$ 45,00 (comércio ou indústria), R$ 49,00 (prestação de serviços) ou R$ 50,00 (comércio e serviços). Os recursos custeiam Previdência Social, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS), dependendo do ramo de atividade.

E se antes os novos empreendedores apostavam em um negócio próprio para explorar oportunidades, agora muitas pequenas empresas nascem da necessidade de trabalhadores assalariados que ficaram desempregados.

Mas a falta de experiência na área em que pretende atuar e também de conhecimento de gestão são fatores que precisam ser levados em conta para quem está sem uma ocupação e decide investir as economias em uma nova empresa.

Para evitar que essas pessoas percam o dinheiro que receberam com rescisões e indenizações e acabem numa situação ainda mais difícil, entidades e serviços municipais de fomento ao empreendedorismo estão criando cursos de capacitação para ajudá-las. O gerente do Escritório de Campinas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Carlos Cavalcante, afirma que, antes da crise econômica, a maioria dos MEIs apostavam em uma oportunidade específica, um nicho de mercado.

“Mas no ano passado, principalmente a partir do meio do ano, percebemos uma mudança de perfil. A alta do desemprego gerou uma procura maior de pessoas sem ocupação em busca de uma fonte de renda por meio de um negócio próprio”, comenta. E alerta: só querer ou precisar abrir um negócio para obter renda, sem ter nenhum conhecimento técnico, é uma péssima ideia.

“Muitos empreendedores gostam de uma determinada área, mas não têm nenhum conhecimento técnico sobre ela. Quando a pessoa fica desempregada, ela acredita que pode apostar num sonho, mesmo sem saber nada do mercado. Infelizmente, isso não funciona. É preciso ter qualificação”, aconselha.

Cavalcante salienta que o Sebrae prepara cursos para ajudar o novo empreendedor a se capacitar tecnicamente e também em gestão para garantir a sustentabilidade do negócio. “No começo do segundo trimestre, já vamos oferecer esses cursos”, antecipa. O especialista comenta que um dos problemas entre os MEIs é a inadimplência – que tem consequências sérias: quem deixa de recolher os tributos é riscado do programa.

Fonte: Correio Popular

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