Comércio da região de Campinas terá que seguir fechado por mais uma semana

17 . jul . 2020 Print This Article

O comércio da região de Campinas vai permanecer fechado por ao menos mais uma semana. A decisão foi do governo do Estado que segurou a região ainda na fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena.

Em Campinas, a informação foi adiantada pelo prefeito Jonas Donizette, durante transmissão ao vivo na internet. Desta forma, somente os serviços essenciais permanecem funcionando.

O SindiVarejista expressa, mais uma vez, a preocupação com a sobrevivência das empresas e com isso a manutenção dos empregos nesse longo período de fechamento.

Demandas do Comércio

O prefeito de Campinas Jonas Donizette informou que pretende encaminhar as demandas do comércio, bares, restaurantes e outros setores de Campinas ao Estado. A ação será feita pela secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, Alexandra Caprioli, que nos próximos dias fará uma reunião com a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen.

Além de alinhar os protocolos de reabertura das atividades, o objetivo é apresentar as propostas dos segmentos para quando Campinas retomar a fase laranja e posteriormente atingir a fase amarela de acordo com as regras do Plano São Paulo. “A Alexandra terá contato direto com a secretária Patricia Ellen e as duas irão se afinar para construirmos os protocolos para as reaberturas das atividades econômicas”, revelou o prefeito.

Segundo Alexandra Caprioli, a ampliação do horário de funcionamento para bares e restaurantes é uma das pautas a ser debatida com a secretária estadual. De acordo com o decreto do Estado, quando reabrirem as portas na fase amarela, os bares e restaurantes poderão funcionar por seis horas e no máximo até às 17h. Uma das solicitações da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC) é de que o período de operação seja estendido das 8h às 23h, atendendo também os estabelecimentos que servem café da manhã e alimentação no período da manhã.

“A gente entende o momento difícil e sensível dos comerciantes e temos mantido conversas com os setores. No caso da Abrasel, a diretoria entende que o horário previsto no Plano São Paulo não dá faturamento suficiente para a sobrevivência das empresas. Estamos apoiando essa solicitação e temos um documento da Abrasel com argumentos deste pleito, o qual levaremos para conversar com a secretária (Patricia Ellen)”, afirmou Alexandra Caprioli. “Temos que continuar prospectando por melhores oportunidades e continuar fazendo um esforço grande para evoluir”, acrescentou.

A secretária de Desenvolvimento Econômico de Campinas revelou ainda uma conversa com o setor de escolas de idiomas, informática e artes, que sofreram nesta semana uma alteração dentro do Plano São Paulo. Essas atividades passam agora a ficar submetidas às restrições da categoria “serviço”, previstas no Plano São Paulo, por falta de regulação própria.

Com isso, terão a chance de reabrir já na fase amarela, antes da previsão para as escolas estaduais e municipais. “Era uma demanda que já havíamos apresentado para o Governo do Estado e nesta semana foi anunciada a alteração dentro do Plano São Paulo. Agora, até que a cidade atinja a fase amarela, vamos manter contato com estas escolas para cuidarmos de todos os protocolos visando à reabertura, pois elas terão que atender os mesmos protocolos sanitários previstos para a educação”, esclareceu.

Em Campinas segundo o prefeito Jonas Donizette dentre as atividades que poderão funcionar estão:

– Assistência em saúde (hospitais, clínicas médicas, óticas, etc)

– Segurança privada

– Transporte por táxi e aplicativos

– Bares e restaurantes exclusivamente com entrega e drive-thru

– Comércio exclusivamente com entregas (delivery e drive-thru

– Setor de alimentação (mercados, padaria, atacadista, etc)

– Bancos e lotéricas

– Indústrias e fábricas (com restrição de 30% da capacidade nos refeitórios)

– Hotéis e pousadas

– Lavanderias

– Postos de combustíveis

– Oficinas, borracharias e serviços de manutenção de veículos

– Bens e serviços automotivos (concessionárias de carros, por exemplo)

– Transportadoras

– Construção civil

– Serviços veterinários

– Manutenção predial

– Lojas de material de construção

– Produção agropecuária (toda cadeia)

– Igrejas e cultos religiosos

– Cadeia de produção e logística da agropecuária

– Atividades administrativas da Prefeitura

Segundo a Prefeitura, NÃO poderão funcionar:

– Escritórios com atendimento ao público

– Comércio de portas abertas

– Bares e restaurante com público

– Teatros, cinemas e afins

– Academias

– Salões de beleza

– Cirurgias eletivas em hospitais particulares

Multa

O estabelecimento que for flagrado desrespeitando a nova norma será multado em R$1.446,44 na primeira atuação; o dobro deste valor (R$ 2.892,88) em caso de reincidência, e o fechamento do estabelecimento na terceira vez em que for constatada a irregularidade. O prefeito afirmou que a fiscalização será intensificada nesse período.

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