De grão em grão: produtos a granel estão de volta

27 . jul . 2017 Imprimir esse Artigo

A venda de produtos a granel, ou de acordo com a quantidade desejada, voltou com força ao comércio de alimentos. Método
corriqueiro na década de 1970, atualmente é foco dos consumidores que querem evitar o desperdício e comprar apenas a quantidade exata que será utilizada. Como o número de pessoas numa mesma família caiu, e muita gente mora sozinha, nem sempre uma embalagem com uma grande quantidade é usada por inteiro.

Além disso, outro incentivador do método é o custo mais baixo. Comprar a granel sai muito mais barato do que a embalagem fechada. Há produtos em que a diferença de preço chega a 90%. Berço dos produtos a granel em Campinas, o Mercado Municipal continua sendo referência.

Comerciante do Mercado Municipal garante que a procura é grande. Foto: Adriano Rosa/SindiVarejista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitos consumidores que passam por lá vão em busca deste tipo de produto. De olho nesse modelo o comerciante Rafael Alvarenga, que possui uma banca de laticínios, resolveu abrir uma nova loja com o perfil. “O consumidor está em busca de produtos que pode escolher a quantidade desejada. Tenho clientes que criaram o hábito de vir e comprar aos poucos”.

Do outro lado da cidade, no Parque D. Pedro Shopping, o Empório Santa Teresinha também se destaca pela variedade de produtos vendidos a granel. “Virou hábito de muitos clientes passarem por aqui e comprarem um pouco de tudo. As pessoas estão em busca de produtos saudáveis, em quantidade exata e de baixo custo”, explicou Marcos Cincinnato, gerente de alimentos do empório.

 

Lá, cerca de 80 produtos entre grãos secos, conservas e doces são vendidos por peso. “A crise fez a clientela  buscar produtos em pequena quantidade”, afirmou. No empório, 100 gramas de pistache a granel sai por R$ 8,70. A mesma quantidade em embalagem fechada, custa R$ 15,50.

Em São Paulo, a rede Pão de Açúcar implantou em uma unidade a modalidade para diminuir as embalagens e incentivar o consumo consciente. Lá, os clientes adquirem produtos alimentícios sem embalagens. Eles podem levar potes e latas de casa ou comprar um pote de vidro reutilizável na loja. Os produtos ficam armazenados em dispensers.


Alguns cuidados na hora de vender. Fique atento:

Validade do produto: como se fosse uma promoção, é necessário criar prazos de validade para o uso do serviço fracionado;

Ponto de equilíbrio: antes de ofertar produtos a granel, cheque se há consumidores o suficiente para gerar faturamento que,
no mínimo, empate com os gastos operacionais do negócio;

Refil: verifique se o produto pode ser armazenado em embalagens reutilizáveis.

 

Esta reportagem foi publicada na última edição do Nosso Varejo. Para acessar o jornal completo, clique aqui 

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