Em Campinas, a cada cem compras realizadas, nove não são pagas

11 . jul . 2013 Print This Article

A inadimplência em Campinas, que vinha registrando índices em torno de 7%, estourou no mês de junho, quando nove de cada cem compras a prazo não foram pagas, segundo o balanço divulgado ontem pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic). Só em junho, 29.092 carnês não foram pagos. O número é 57,7% maior do que os calotes registrados no mês anterior.

De janeiro a junho, são 100.459 carnês em atraso que, somados, representam R$ 85,9 milhões que deixaram de entrar para o comércio de Campinas. A RMC (Região Metropolitana de Campinas) acompanha a mesma proporção de calotes. São 233.625 carnês vencidos só este ano, que travaram a circulação de R$ 201 milhões no comércio varejista. Segundo o economista Laerte Martins, o principal indutor desse “boom” foi a perda do poder de compra do consumidor frente ao crescimento da inflação, taxa de câmbio e preços dos produtos no mercado.

“Os números do balanço indicam uma brusca elevação da inadimplência na cidade. Sem poder de compra, o consumidor deixou de pagar suas compras e cresceu muito o nível de endividamento das pessoas na cidade”, comenta.

Em junho do ano passado, Campinas registrou 22.879 carnês em atraso. Se comparado aos calotes deste ano, a alta registrada foi de 27,1%.

Junho foi o pior dos últimos dez anos

As vendas do comércio no mês de junho foram 8,1% menores do que no mesmo período do ano passado. Além da desaceleração da economia, que contribuiu para a queda, as manifestações que tomaram as ruas no mês passado também tiveram parcela de culpa nos baixos resultados que, segundo análise do economista Laerte Martins, foram os piores dos últimos dez anos.

O volume de vendas caiu 12% por causa das manifestações, comprometendo R$ 26 milhões. O faturamento, se comparado a junho de 2012, reduziu R$ 36 milhões.

Fonte: Jornal Metro

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