Farmácias inovam e espantam a ‘dor de cabeça’ da crise

18 . out . 2016 Imprimir esse Artigo

A presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, concedeu uma entrevista ao jornal Metro Campinas sobre o setor farmacêutico que driblou a recessão econômica ao investir na venda de itens de perfumaria, higiene e cosméticos e conseguiu elevar as vendas no primeiro semestre deste ano em relação a 2015.

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Farmácias inovam e espantam a ‘dor de cabeça’ da crise

Setor farmacêutico driblou a recessão econômica ao investir na venda de itens de perfumaria, higiene e cosméticos. Lojas de móveis e mercados também faturaram

materiametroSe a maioria das empresas sentiu os efeitos da crise econômica nos últimos meses, as farmácias mostraram que estão imunes à recessão. De acordo com o SindiVarejista (Sindicato do Comércio Varejista da Região de Campinas), o faturamento do setor cresceu 14,46% se comparar o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Os supermercados e as lojas de móveis e decoração também tiveram alta nos lucros. As farmácias da região de Campinas movimentaram mais de R$ 2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, valor acima do R$ 1,8 bilhão faturado no primeiro semestre de 2015. Na avaliação do SindiVarejista, o cenário positivo está atrelado ao aumento de vendas de itens como cosméticos, perfumes e produtos de higiene, que já correspondem a 40% do consumo dos clientes.

“O setor de farmácias abriu um leque de opções e garantiu produtos novos aos clientes. A pessoa vai buscar o remédio contra dor de cabeça, por exemplo, e já leva desodorante e hidratante. Tem farmácia que vende até balas e refrigerantes”, esclarece a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito.

Para conquistar mais clientes e manter o movimento aquecido, a farmácia Dromed Pharma do Jardim Cura Dar’s, em Campinas, ampliou os produtos ofertados aos consumidores.

“Além dos remédios, temos barras de cereal, água e isotônico. Às vezes a pessoa entra para comprar o remédio e lembra que precisa de outro item e acaba levando”, conta o atendente Luiz Ferreira.

A protética Patrícia Giomo Wigman, 35 anos, costuma frequentar farmácia duas vezes por semana e nunca sai de mãos vazias. “Eu gasto de R$ 20 a R$ 100 em cada compra. Varia muito do tipo de produto. Mas vou para comprar absorvente, própolis, mel, shampoos e pastilhas”, conta Patrícia. De acordo com a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), o Brasil conta com 6.216 farmácias de 27 redes diferentes. Juntas, as unidades comercializaram mais de 1,43 bilhão de produtos entre os meses de janeiro e agosto deste ano.

Mercados e móveis têm impulso

Os supermercados e as lojas de móveis e decoração também ficaram firmes durante o período da crise e apresentaram crescimento, de acordo com o SindiVarejista. No primeiro semestre deste ano, as lojas de móveis arrecadaram R$ 442 milhões. No ano passado os caixas do setor receberam R$ 350 milhões. Os supermercados movimentaram R$ 7,7 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, ante os R$ 7,5 bilhões gerados no mesmo período de 2015.

“No caso dos mercados, sabemos que os alimentos são itens essenciais. As pessoas precisam comer e para economizar elas substituem por produtos mais baratos ou compram menos, porém sempre compram. O setor de alimentos sempre vai conseguir se virar bem na crise. As lojas de móveis e decoração surpreenderam. Fomos pesquisar e notamos que o aumento do faturamento dessas empresas ocorreu porque a região de Campinas teve bastante entrega de novos apartamentos. A pessoa comprou um imóvel e teve que decorar. Isso ajudou o setor de móveis”, explica Sanae ao falar sobre a movimentação dos dois setores.

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