Floricultura pioneira, Camp Flores combina tradição com modernidade

29 . jun . 2011 Imprimir esse Artigo

Na 14ª edição do Nosso Varejo, conheça o PERFIL da varejista Ana Tilli, terceira geração da família no negócio que começou em 1913 (arquivo em pdf abaixo).

Precursora no varejo de flores em toda a Região de Campinas, a Camp Flores convive hoje com a tradição de quase cem anos e a necessidade de modernização. A história da floricultura começa pelas mãos de Ferdinando Tilli, que veio de São Paulo para Campinas, na década de 20, para trabalhar na Floricultura Campineira, fundada em 1913. Era a primeira e única loja do gênero na região. De funcionário, Tilli passou a proprietário na década de 40.
Hoje, cerca de 70 anos depois nas mãos da mesma família, a floricultura está na terceira geração e continua no seu primeiro endereço, no Centro de Campinas. Mas isso não impediu a floricultura de ganhar o mundo. Ela faz entrega de flores nos Estados Unidos e na Europa, atende o Brasil inteiro, tem catálogo virtual e 60% de suas vendas em Campinas são pelo sistema delivery.
Ana Tilli Erbolato, neta do fundador, é a atual proprietária da Camp Flores, além de ser sócia do irmão na produção de árvores e palmeiras, em Holambra, no Sítio dos Coqueiros. Dilia Tilli, filha do fundador e mãe de Ana Tilli, também havia dado continuidade ao trabalho do pai junto com o seu irmão, que depois manteve a Floricultura Campineira em Barão Geraldo, com plantas e paisagismo. Apesar de toda a tradição, do know-how e da história da família, Ana garante que é preciso acompanhar as mudanças do mercado para manter o negócio de pé.

Sazonalidade
“Nosso mercado é muito sazonal. Trabalhamos com produto perecível e que depende das estações”, explica Ana, que é bióloga por formação. Segundo ela, muita gente que abre uma floricultura é obrigada a fechar em pouco tempo.
“Com o passar dos anos, tive de ir mudando junto com o perfil do meu consumidor”, explica a empresária, que passou a vender também pelúcias, chocolates e cestas especiais. “Nós escutamos o nosso cliente.”
Ana é 100% automatizada na parte administrativa, mas ainda tem planos de expandir as mesmas ferramentas para os demais setores. Nos últimos seis meses fez uma reforma no prédio antigo onde ainda está instalada. Mas a empresária revela que seu maior investimento é na sua equipe de oito funcionários. “Tudo que você está vendo aqui foi feito por eles”, diz Ana. “O meu sucesso só acontece com o crescimento dos meus colaboradores”, completa.
Capacitação
Investir em capacitação, portanto, faz parte da filosofia da Camp Flores. “O negócio não pode depender só do proprietário”, ensina a florista, que diz buscar muita informação para suprir a sua falta de formação na área administrativa. “Eu cresci aqui, mas trabalhava como bióloga. Eu procuro me manter atualizada com o mercado.
Viajo dentro e fora do país, vou a feiras, faço cursos do Sebrae, leio, busco informações e passo tudo para eles.” A proprietária diz que ficaria feliz se as duas filhas dessem continuidade ao negócio, mas não pressiona. Uma optou por propaganda e marketing e outra por
administração de empresas.
Camp Flores abre de segunda a sábado para clientela formada 70% por mulheres. O Dia das Mães é a sua melhor data e supera em 300% o volume de vendas de um dia normal, seguido pelo Dia dos Namorados, Natal e Dia da Mulher.

NÚMEROS
100m2
de loja, 50 tipos diferentes de flores e produtos (aproximadamente), 8 funcionários, 98 anos de know-how (desde a abertura da Floricultura Campineira, em 1913), 70 anos de Camp Flores nas mãos da família Tilli.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindivarejista (imprensa@sindivarejistacampinas.org.br

Adriana Menezes e Araceli Avelleda – (19) 3775-5560

adriana.menezes@sindivarejistacampinas.org.br ; araceli.avelleda@sindivarejistacampinas.org.br

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