Mais 500 mil entraram para a lista de inadimplentes no mês de abril

12 . maio . 2016 Print This Article

Em abril, os Serviços de Proteção ao Crédito receberam 500 mil novos consumidores devedores e negativados. O contingente de inadimplentes agora envolve 59,2 milhões de pessoas em todo o país, de acordo com levantamento da SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Significa que, de cada dez adultos no país, quatro estão com seus nomes nas listas de inadimplentes e que 39,9% da população com idade entre 18 e 95 anos está com suas prestações em atraso e o CPF sujo.

Dívidas com água e luz são as que mais crescem. Pendências bancárias, no entanto, respondem pela maior parte dos compromissos atrasados, de acordo com Marcela Kawauti, economista-chefe da SPC Brasil.

Além do aumento na quantidade de devedores, também houve alta na quantidade de dívidas registradas nos cadastros de inadimplentes em abril, segundo o SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Considerando as quatro regiões analisadas, a variação positiva foi de 6,09% na comparação com abril do ano passado e de 1,12% em relação a março, sem ajuste sazonal.

A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia revela que o brasileiro tem enfrentado dificuldades para pagar até contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi causado por atrasos de no pagamento de serviços como água e luz, com alta de 16,68% na base anual de comparação.

Regiões

De acordo com o indicador das duas instituições, em abril em relação a igual período do ano passado, houve um aumento de 5,8% no volume de brasileiros inadimplentes no consolidado das regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul.

O indicador não considera os dados da região Sudeste, que estão suspensos devido à entrada em vigor da Lei Estadual 16.569/2015, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo.

De acordo com Honório Pinheiro, presidente da CNDL, o aumento na quantidade de consumidores negativados reflete as dificuldades do atual cenário macroeconômico, com piora dos índices de renda e aumento das demissões.

“Ao longo dos últimos meses, o movimento da inadimplência tem sido influenciado pela contínua piora do cenário econômico, que corrói a renda das famílias, e pela maior restrição ao crédito”, diz ele.

Por um lado, continua Pinheiro, “a restrição limita o potencial de endividamento das pessoas, mas, por outro, a queda da renda impõe ao consumidor dificuldades para pagar dívidas e honrar seus compromissos financeiros”, afirma.

Fonte: DCI

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