O que esperar de 2019?

20 . dez . 2018 Imprimir esse Artigo


O fim de 2018 se aproxima e é inevitável pensar: o que podemos esperar de 2019? Afinal, o que temos feito e construído para garantir um ano mais próspero, com a economia estável e sustentável?

A crise econômica dos últimos anos fez os consumidores repensarem seus gastos e aplicarem uma reeducação no orçamento familiar. O consumo passou a ser apenas o essencial diante de um índice de desemprego que chegou a 12,7 milhões de desocupados em 2018.

Mesmo com a previsão dos economistas das instituições financeiras que reduziram a estimativa de inflação para 2018 – abaixo de 4% – e o otimismo do mercado com a economia diante do novo governo, a população brasileira tem dificuldade em sentir alívio no bolso.

Isso ocorre principalmente pelo elevado reajuste das tarifas que ampliou ainda mais os gastos das famílias com as chamadas “despesas obrigatórias” neste ano.

Entre elas ganham destaque a energia elétrica (alta que chegou a 16,9%), combustível, gás de cozinha (mínimo de R$ 65 por botijão) e água que em Campinas são cobrados R$ 75,61 pelo uso de até dez metros cúbicos ao mês com o chamado: “consumo mínimo”.

Este preço se divide em R$ 33,91 para água tratada e R$ 41,70 para coleta e tratamento de esgoto. O reajuste deste ano foi de 6,61%, ou seja, acima da inflação do período que ficou na casa dos 3%.


Esses preços denominados de “administrados” que são determinados pelo governo estão subindo muito acima da inflação. De janeiro a agosto, os preços administrados aumentaram 6,64% mais que o dobro da inflação em geral de 2,85% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPAC).

Não há o que fazer, temos que acabar cortando as compras de alimentos para pagar as contas essenciais com essas altas inexplicáveis. O governo não é empresa, não produz lucro, não gera empregos, apenas se apropria dos parcos rendimentos dos contribuintes que somos nós, que o sustentamos.

Já não bastasse todo esse cenário complicado já traçado, há ainda os tributos municipais. Em Campinas, por exemplo, neste ano tivemos um aumento exorbitante no valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). A alta chegou a 30% em alguns casos.  

Para 2019, haverá um reajuste de 10% no valor do imposto para 2019, e mais 10% para 2020. Notícia recente, publicada no jornal Correio Popular nesta quinta, 20/12/2018, revelou mais um aumento: aplicação de um reajuste de 14% sobre os imóveis que tiveram valorização acima de 30% desde 2005.

Então, pergunto novamente: o que de fato está sendo feito em Campinas para que 2019 seja verdadeiramente próspero e produtivo? Como o governo municipal tem atuado para atrair novos investimentos para a cidade, trazer recursos e promover o desenvolvimento? Ao olhar o cenário e toda a conjuntura de 2018 parece-me que pouco tem sido feito neste sentido.

De modo geral, tudo isso soa como algo preocupante já que essa série de aumentos causam graves consequências. Precisamos que nossos governantes criem projetos para atrair novos investidores, sem subsídios porque a conta sempre “sobra” para alguém e, com isso consiga gerar novos postos de trabalho fazendo impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de nosso município.

Sanae Murayama Saito, presidente do SindiVarejista de Campinas e Região.

TAG
artigo campinas
CATEGORIAS
SindiVarejista