Palestra orientou varejistas a estimular ações sustentáveis

10 . nov . 2011 Print This Article

O varejo deve ter um papel transformador na cadeia de valor, educando o consumidor para o consumo sustentável e estimulando os seus fornecedores para que adotem e disseminem as práticas sustentáveis. A orientação foi dada pelo assessor do Programa Varejo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Carlos de Macedo, durante palestra sobre o tema ‘Os Desafios da Sustentabilidade na Cadeia de Valor´ nesta quarta-feira (09), no auditório do Sesc Campinas. O encontro gratuito destinado aos empresários do setor foi promovido em parceria pelo Sindivarejista, Sesc e Senac.

Macedo definiu a cadeia de valor como uma sequência de atividades que se iniciam com o produtor e que vão além do consumidor (pós-consumo). Segundo ele, embora o varejista seja diretamente responsável por apenas 8% dos impactos ambientais e sociais em todo o processo, ela acaba sendo cobrado pelos 92% dos impactos gerados por toda a produção.

Por isso, alertou o palestrante, o varejista deve monitorar toda a cadeia, começando pela origem até a destinação final dos produtos descartados. Deve cobrar ainda informações sobre o consumo de energia elétrica e resíduos gerados na produção e se a frota do distribuidor emite ou não gases tóxicos. Dessa forma o varejista estará combatendo o desmatamento, o trabalho escravo adulto e infantil e a pirataria, entre outras ações ilegais.

Consumidor

O papel do varejista não se limita a mobilizar fornecedores e distribuidores para ações de sustentabilidade. A participação do empresário também é fundamental na mudança de comportamento do consumidor, alertou o especialista. 

Levantamento feito pelo Instituto Akatu apontou que apenas 5% dos consumidores estão atentos às questões de sustentabilidade, enquanto 8% mostraram-se indiferentes. Outros 28% informaram estar engajados e 59% ainda são iniciantes. “Ainda tem muito gente que precisa aprender a compartilhar os conceitos sustentáveis e isso pode ser feito pelos empresários varejistas”, concluiu Macedo.

dalma de Alvarenga Oliveira, dono da Lar Vip Materiais de Construção, aos poucos vai cumprindo o seu papel. Em breve ele terá em sua loja um eco ponto para estimular não apenas os seus clientes como também toda a comunidade em torno a dar uma destinação final aos produtos descartados.  “Estamos dependendo apenas de uma autorização da prefeitura para dar início à coleta seletiva”, disse o varejista, que também está implantando um ponto de coleta de lâmpadas fluorescentes. “Nosso objetivo é desenvolver uma ação comunitária no bairro”.

Palestrante

Luiz Carlos de Macedo é especialista em Gestão de Sustentabilidade pela FGV-EASP e em Gestão de Iniciativas Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É também gerente executivo do Centro de Excelência em Varejo da FGV, professor de pós-graduação e autor de livros e artigos sobre responsabilidade social e empresarial, sustentabilidade, varejo sustentável e comunicação.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindivarejista (imprensa@sindivarejistacampinas.org.br)
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