Pequenas empresas foram as que mais geraram vagas de trabalho no varejo

05 . nov . 2018 Imprimir esse Artigo

As pequenas empresas de Campinas, que têm até quatro funcionários, foram as responsáveis pela maior parte das vagas de empregos geradas no varejo entre os meses de janeiro e agosto deste ano. Ao todo, foram 731 novos postos de trabalho neste período, sendo 356 somente nos supermercados. Os dados são do SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com o levantamento, quase todas as demais categorias de empresas varejistas registraram saldo negativo. As empresas que possuem de 5 a 9 funcionários fecharam 804 postos de trabalho. Em seguida, estão as empresas com até 19 empregados que eliminaram 617 vagas. Já as companhias com quadro de 20 a 49 funcionários, de 50 a 99 e 250 a 499 fecharam respectivamente 521, 126 e 299 vagas de emprego.

Além das pequenas empresas, somente as companhias varejistas com quadro de 100 a 129 colaboradores e de 599 a 999 conseguiram manter o saldo positivo, mas ainda baixo: 82 e 11 vagas respectivamente.

Empresas com até 4 funcionários foram as que mais geraram vagas. Foto: Adriano Rosa/SindiVarejista

Para a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, as pequenas empresas amenizaram um resultado que poderia ser ainda pior. De janeiro a agosto deste ano, o saldo de empregos no varejo foi negativo com o fechamento de 1.543 postos de trabalho.

“Em momentos com saldo positivo de vagas e demissões, estes estabelecimentos potencializam a geração de vínculos e amenizam o impacto na economia e na sociedade”, afirma a presidente. Sanae também afirma que o pequeno varejo tem características próprias e por estarem normalmente localizados em bairros contam com mais proximidade e fidelidade de clientes.

“Mesmo num momento de retração do emprego, os pequenos estabelecimentos, por características intrínsecas ao seu tamanho, têm menos capacidade de subsistir diminuindo quadro funcional. Portanto, aqueles que mantêm portas abertas possuem mais estabilidade de vagas”, acrescenta.

Setores do varejo

Os dados apontam que além do setor de supermercados, geraram vagas as lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (92), materiais de construção (79), seguidos de farmácias e perfumarias (78). Já a eliminação de vagas ocorreu os setores de lojas de vestuário, com demissão de 855 funcionários, lojas de materiais de construção, com menos 230 vagas.

No balanço de 12 meses, no saldo acumulado de setembro de 2017 a agosto de 2018, há uma extinção de 660 postos de trabalho no varejo local, considerando apenas os estabelecimentos com até quatro trabalhadores em seu quadro funcional, o saldo é positivo em 1.362 novos vínculos trabalhistas formais. No acumulado dos demais extratos empresariais a perda é de 2.022 empregados celetistas.


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