Pequenas empresas são as que mais geraram vagas no varejo de Campinas

01 . jan . 2018 Imprimir esse Artigo

Na contramão dos dados gerais que apontam que no primeiro semestre de 2017 houve mais demissões do que contratações, as pequenas empresas do comércio (com até quatro funcionários) foram as únicas que registraram geração de vagas de trabalho no período em Campinas.

Dados da FecomercioSP em parceria com o SindiVarejista de Campinas e Região apontaram que de janeiro a junho deste ano houve 783 novas contratações nas empresas com até quatro funcionários – resultado do total de desligamentos menos admissões. Cerca de 80% das empresas do varejo da cidade pertencem a esse grupo.

Além disso, a pesquisa aponta que a maioria dessas contratações ocorreu em mercados (com 152 novos funcionários); seguido por lojas de vestuário, tecidos e calçados (com 145 novas contratações) e o segmento de farmácias e perfumarias (124 novos funcionários).

No cenário total, os estudos mostram que no primeiro semestre o varejo de Campinas perdeu 1.182 vagas formais.

Neste mesmo ritmo, as empresas com 5 a 9 funcionários eliminaram 765 postos de trabalho. Já as empresas com 10 a 19 empregados registraram saldo negativo de 632 vagas a menos. Em seguida, estão as empresas varejistas com 20 a 49 empregados, que registrou menos 289 vagas. As empresas com 50 a 99 funcionários também manteve saldo negativo de menos 44 postos de trabalho assim como aquelas com quadro de 100 a 249 trabalhadores: menos 196 vagas. As demissões começam a cair – porém ainda com saldo negativo – nas empresas com 250 a 499 funcionários (menos seis postos de trabalhos eliminados) e a partir de 500 funcionários (saldo negativo de 33 vagas eliminadas).

Para a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, os números apresentam uma realidade interessante dos pequenos estabelecimentos que amenizaram um saldo total que poderia ser pior. “Mesmo num momento de retração do emprego, os pequenos estabelecimentos, por características intrínsecas ao seu tamanho, têm menos capacidade de subsistir diminuindo quadro funcional. Portanto são os que mantem portas abertas e mais estabilidade na geração de empregos.”

Sanae também afirma que uma característica comum ao pequeno varejo é a sua localização em bairros, que mantem a fidelidade com clientes. “Dessa forma, mesmo em crises, o desempenho dos pequenos estabelecimentos é um alento e tem caráter estabilizador e de destaque pela geração de novas oportunidades de trabalho formal”, afirmou.

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