Planejamento em janeiro garante vantagens para a empresa ao longo do ano

13 . jan . 2020 Print This Article

Passadas as festas de fim de ano, o comércio, em geral, entra em um período de baixa no início do ano que começa. Embora janeiro não seja a melhor época para as vendas, é um mês fundamental para o empresário organizar o estabelecimento e definir o planejamento dos próximos 12 meses. Essa dinâmica permite antecipar decisões mais favoráveis à condução do negócio.

Isso fica claro ao notar que uma decisão que impacta o resultado anual da empresa deve ser tomada logo no primeiro mês do ano. O regime de tributação escolhido – Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido – tem peso significativo nas finanças da empresa, e o prazo para mudar de sistema, geralmente, vai até o último dia de janeiro.

“É importante o empresário se reunir com um profissional da área contábil para avaliar qual tipo de tributação é mais vantajoso para o seu negócio”, afirma o sócio-diretor da Paulicon Contábil, Marco Aurélio Guimarães Pereira. Segundo ele, uma escolha equivocada, que imponha uma carga tributária excessiva, pode dificultar as operações da empresa ao longo do ano. “Quem não pratica o planejamento tributário, não pratica a legítima defesa”, pontua.

Tendo em vista o ritmo mais fraco da atividade comercial no início do ano, Pereira recomenda que os empreendedores aproveitem esse período para testar ferramentas que podem aprimorar a gestão da empresa, como de controle do fluxo de caixa. Além disso, ele ressalta a importância de o empresário se aproximar da entidade de classe que o representa, a fim de se subsidiar de projeções para montar o planejamento anual da empresa de acordo com o seu segmento de atuação.

Mais preparado para o que ano lhe reserva, é possível antecipar decisões. “É interessante, no início do ano, apresentar uma programação para o parceiro fornecedor e, assim, conseguir um desconto. Para isso, tem que ter proximidade com o fornecedor e saber se ele tem uma atuação sólida, se consegue garantir a entrega das mercadorias. Não se pode esquecer: o segredo do comércio está na compra, e não na venda”, salienta Pereira.

No processo de organização e planejamento da empresa, um obstáculo que os gestores têm de enfrentar é o de implementar a nova estratégia com o “carro andando”, porque, ainda que se trate de um período menos propício às vendas, a empresa não pode parar as atividades. O esforço na elaboração do plano, contudo, permite aumentar a precisão das decisões que serão tomadas ao longo do ano.

“O empresário brasileiro ainda é muito caracterizado pela intuição. No entanto, muitas vezes, a intenção do líder pode até ser certa, mas, por não ter sido planejada, o resultado se perde, ainda que por detalhes”, ressalta a CEO da Ueno Profit, Mami Ueno.

Na visão de Mami, o empreendedor deve se valer da elaboração do planejamento anual para reavaliar os processos das áreas de apoio, como recursos humanos, financeiro e contabilidade. Ela também chama atenção para novas possibilidades à disposição das empresas decorrentes de recentes mudanças na legislação.

“Existem muitas coisas novas na legislação no sentido de desburocratizar e flexibilizar as regras trabalhistas. O que observamos é que poucas empresas estão atentas a isso, não estão enxergando pontos que podem lhes trazer vantagens competitivas”, destaca.

Fonte: Fecomercio


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