Sanae fala sobre a crise e quais as saídas do varejo no Correio

24 . jul . 2015 Print This Article

Artigo da presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, foi publicado no Correio Popular desta segunda feira (20/07), onde ela comenta a importância do varejista usar a criatividade e fazer a diferença neste momento de crise.  Leia:

O cenário desfavorável da economia brasileira tem mexido com o varejo no País. Seja ele de pequeno, médio ou grande porte, as vendas têm amargado em 2015 uma série de “piores desempenhos dos últimos anos&rdrdquo;. Segundo levantamento do IBGE, em abril deste ano, houve queda de 3,5% nas vendas em relação ao mesmo mês de 2014.

É o pior resultado para o período desde 2003, quando o recuo foi de 3,7%. O comércio está passando por extrema dificuldade. Ele vem refletindo os entraves da economia, pelos preços que estão subindo, e a renda dos consumidores, que está comprometida e caindo. Há restrição orçamentária muito grande e o crédito está despencando. Em Campinas, no acumulado de janeiro a maio o faturamento do comércio ficou em R$ 5,2 bilhões. Houve queda de 0,29% frente a 2014.

Neste mesmo período, as vendas caíram 2%. Este cenário de crise levou à mudança de comportamento do consumidor. A combinação de juros altos acompanhados de inflação e reajustes em impostos e tarifas públicas inibiu o consumo. Além de aumentar e desenterrar de vez o medo do desemprego.

Grande parte das pessoas passou a comprar à vista e de forma muito limitada ou seja, apenas produtos imprescindíveis, deixando de lado as parcelas, até então “as queridinhas” dos consumidores. Porém, essa mudança obriga os empresários a se virarem para fechar o caixa e não pensar em abandonar o negócio, além de não demitir e, assim, aumentar a quantidade de desempregados no País, ou seja, reduzindo ainda mais o poder de compra dessas pessoas.

Mas como fazer isso? Como não desistir perante a tantas dificuldades? A resposta não é fácil e nem existe uma fórmula secreta e mágica para essa sobrevivência. Mas, há sim modos de amenizar a crise. É hora de o varejista voltar às origens, se reinventar e lançar mão de estratégias calculadas e pensadas. &EacuteEacute; hora de observar o seu cliente. Quais são seus hábitos? Quais produtos ele passou a abrir mão e quais ele continua buscando? A marca de primeira linha e mais c ara foi deixada de lado, quais opções vou dar ao meu cliente? Eu tenho essa variedade à disposição? É nessa direção que é preciso focar.

Tratar o cliente de forma diferenciada, utilizando aplicativos como Whatsapp para lembrá-lo de uma promoção ou de um produto, por exemplo. Negociar com meu fornecedor formas de pagamento e facilidades nesse trâmite. M ais do que nunca a observação e a reação perante as mudanças de hábitos irão fazer a diferença. Quem estiver mais atento e saber quais são as verdadeiras necessidades de seu cliente vai atravessar esse momento desfavorável.

Fonte: Correio Popular

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