Varejo da região deve deixar de faturar R$ 282 mi em 2019 devido aos feriados

07 . jan . 2019 Imprimir esse Artigo

O varejo da região de Campinas deve perder R$ 282 milhões em 2019 por conta dos feriados e pontes, segundo levantamento do SindiVarejista em parceria com a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).


Esse montante é 29% menor do que os R$ 400 milhões estimados em 2018. O prejuízo será reduzido pelo fato de ter mais feriados que cairão aos finais de semana e menos pontes de emendas. No ano passado foram 15 dias entre feriados e pontes; em 2019, serão 10 dias. O levantamento tem como base feriados nacionais e não considera os municipais.

O setor de Supermercados é o que deve contabilizar a maior perda, cerca de R$ 125 milhões, queda de 29% em relação a 2018. Outro setor que terá perda relevante estimulada é o de Outras Atividades. A perda será de R$ 84 milhões (também com queda de 29% em relação a 2018). É importante ressaltar que nesse grupo predomina o comércio de combustíveis, além de joias e relógios, artigos de papelaria, dentre outros.

Os demais segmentos que devem deixar de faturar com os feriados e pontes são: farmácias e perfumarias, com perda de faturamento de R$ 35 milhões; seguido de vestuário, tecidos e calçados, com R$ 30 milhões; e móveis e decoração, com montante atingido de R$ 7 milhões.


“Mesmo que as lojas abram durante o feriado a circulação de pessoas, especialmente no Centro, cai muito o que acaba prejudicando as empresas. O custo para manter um estabelecimento aberto é alto, especialmente no que diz respeito às despesas com funcionários que recebem hora extra nessas datas”, explica a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito.


Apesar da previsão de queda de faturamento nestes dias a expectativa para este ano é otimista. “Com a economia mostrando sinais de recuperação mais forte, a tendência é de haver um crescimento ainda maior em 2019. A expectativa é de que as famílias terão mais oportunidades de trabalho e ganho de renda, o que proverá grandes benefícios a todos os segmentos”, analisou a presidente.

Metodologia

O levantamento se limitou aos feriados nacionais e setores passíveis de sofrerem uma redução no ritmo de vendas, em que a compra por impulso é relevante, uma vez que os produtos, em grande parte, têm um valor unitário mais baixo, por exemplo o setor de roupas e calçados, perfumarias e cosméticos etc. Além disso, está sendo considerado que apenas uma parcela pequena das vendas nos feriados e pontes sejam afetadas, e não o faturamento do dia todo. Cada feriado é ponderado de acordo com o tamanho do comércio daquele mês de referência.


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