Veja entrevista publicada no jornal ‘Metro’ com presidente do Sindivarejista de Campinas e Região

23 . ago . 2010 Imprimir esse Artigo

 A presidente do Sindivarejista, Sanae Murayama Saito, respondeu por e-mail às perguntas enviadas pela editora Rose Guglielminetti, do jornal Metro Campinas, distribuído gratuitamente em pontos estratégicos da cidade. Veja abaixo a matéria publicada nesta segunda-feira, dia 23 de agosto de 2010.

 “O varejista está cansado de ser onerado pelo governo.”

Sanae Murayama Saito preside o sindicato desde 2002 e foi a primeira mulher a dirigir o Sindivarejista em Campinas. Formada pela Unicamp, ela foi juíza classista por 12 anos

Setor varejista surfa na onda do crescimento

        > Varejo está estruturado num tripé: preparação do empresário, da empresa e aprimoramento da gestã

> Varejo formal atinge 15,5% do PIB nacional, de acordo com o Sebrae

O comércio varejista surfa no bom momento econômico do Brasil. Mais dinheiro circulando significa mais consumidores comprando. O setor ganha porque abrange desde os grandes supermercados até as quitandas de bairro. A presidente do Sindivarejista (Sindicato dos Varejistas de Campinas), Sanae Murayama Saito, também alerta sobre a alta carga tributária.

Ela diz que a atual estratégia no setor está firmada em um tripé: preparar o empresário, a empresa e aprimorar a gestão.

Qual a importância do varejo no cenário econômico de Campinas?No Brasil, o varejo formal responde por 15,5% do PIB nacional, segundo o Sebrae. Esta é a nossa média.

 Qual é a fatia do setor em empregos formais?O Sindivarejista atende cerca de 40 mil representados em 13 cidades da região, que geram mais de 200 mil empregos formais. Atendemos desde o megavarejista – com grandes redes de supermercado – até o sr. José da quitanda que conhece os clientes pelo nome.

 O aumento nos gastos dos consumidores e a elevação nos estoques têm provocado efeito positivo?Sim, o varejo ficou mais aquecido com o ingresso no mercado de novos consumidores que antes estavam fora da cadeia. A empregada doméstica não tinha acesso aos cartões de crédito e hoje ela tem. Mas não foi só o dinheiro que aumentou no bolso nem só a quantidade de consumidores que foi ampliada. Houve também o aumento da capilaridade do varejo.

Hoje, é possível ter o comércio no bairro onde eu moro, a exemplo do Ouro Verde, onde a população antes se deslocava até o centro para comprar o que precisava, mas agora o comércio varejista local atende a população.

 Parte do dinheiro da merenda escolar será destinada para compra de pequenos produtores…Se o Estado favorece um fornecedor local, o varejista vai ter mais acesso ao produto, com custo menor e produtos mais frescos. O impacto é positivo para o varejo e para o consumidor.

 Como surgiu e qual é o objetivo do projeto consumo sustentável?Eu lancei o desafio de ensinar o que era sustentabilidade e preservação do meio ambiente ao varejista sem usar estes “palavrões” que ninguém entende o que significam. Isso se resumiu em consumo sustentável, que não se restringe ao consumo de bens materiais. Saber estocar é fazer consumo sustentável. Uma loja mais clara para usar menos energia é consumo sustentável. A resposta veio na forma do projeto, que chega de maneira lúdica e participativa e que resgata a autoestima do varejista e sua própria história. O projeto faz a comunidade perceber a importância do varejista em sua vida.

 Quais são as grandes reclamações dos varejistas?

O varejista está cansado de ser onerado pelo governo, que cria normas, portarias e instruções normativas e depois lava as mãos, alterando tudo sem assumir o ônus da mudança. O novo ponto eletrônico é um exemplo disso. O governo também decide sem nos consultar. Outra reclamação dos varejistas é a falta de transparência nos tributos. O imposto único poderia resolver isso.

Veja aqui o jornal completo.

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