Vendas para o Dia da Criança cresceram 3%

14 . out . 2013 Print This Article

As vendas do comércio para o Dia das Crianças cresceram em média 3% na semana que antecedeu a data e registraram a menor taxa de expansão em quatro anos, apontam dois índices nacionais de consultas para vendas a prazo. Como o desempenho da data é um indicador antecedente das vendas de Natal, esse resultado sinaliza um fim de ano mais fraco do que os anteriores, porém ainda positivo.

Entre os dias 5 e 11 de setembro, o número de consultas para vendas a prazo cresceu 3,1% em relação ao mesmo período de 2012, apontam as pesquisas, de âmbito nacional, da Serasa Experian e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As empresas de informações financeiras relativas ao consumidor constataram que a taxa de crescimento de vendas deste ano foi a menor desde 2010.

A pesquisa da concorrente Boa Vista Serviços apontou crescimento ligeiramente maior, 3,4% na quantidade de consultas para o mesmo período. Apesar de a pesquisa da Boa Vista não ter uma série histórica mais longa, a direção é a mesma: em relação ao resultado anterior houve desaceleração. Na semana do Dia das Crianças de 2012, a taxa de crescimento sobre o ano anterior havia sido de 5,5%. A pesquisa, neste caso, inclui também as consultas para vendas quitadas com cheque, não apenas crediário.

"Não se trata de um crescimento ruim, mas houve uma mudança de patamar de crescimento que já vem sendo observada em outras datas comerciais", afirma o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. Ele observa, por exemplo, que, além da quantidade de consultas ter crescido num ritmo menor em relação a anos anteriores, o valor do gasto médio teve um recuo de 4% neste ano. "Isso se deve repetir no Natal".

Para o economista da Boa Vista Serviços, Flávio Calife, a expectativa que a empresa traça para o Natal é de uma taxa de crescimento de cerca de 3% em relação ao de 2012, que não foi espetacular.

"O consumidor está mais preocupado e cauteloso", afirma Calife. Ele aponta vários fatores que contribuíram para o cenário de consumo mais contido. O primeiro deles é a inflação persistente na faixa de 6% ao ano, que provoca uma realocação do orçamento. Além disso, o emprego e a renda do trabalhador não crescem no mesmo ritmo que no ano passado recente, num cenário no qual a oferta de crédito também não é farta.

"O desempenho do Natal deverá ser mais ou menos como o Dia das Crianças", prevê o economista da Serasa Experían, Luiz Rabi. Ele diz, no entanto, que há chance de que o melhor período de vendas para o comércio ganhe um impulso extra por causa do forte movimento de renegociação de dívidas.

Enquanto os resultados globais mostram um Natal mais fraco, grandes redes varejistas de brinquedos estão otimistas. A Ri Happy, por exemplo, com 135 lojas, projeta avanço entre 13% e 14% nas vendas do Natal em comparação ao de 2012, segundo o diretor de marketing, Mário Honorato. "O Dia das Crianças foi bom, crescemos entre 10% e 11%. Considerando as mesmas lojas, houve alta de 6% e 7%". Com base nos resultados do Dia das Crianças, a rede começa na semana que vem a fechar os pedidos feitos às industrias para o Natal.

Fonte: Estadão

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