Campinas tem o rosto de seu comércio”, diz deputada Aline Corrêa”

26 . nov . 2010 Print This Article

Nascida em Recife (PE), Aline Lemos Corrêa de Oliveira Andrade reside em São Paulo há quase 20 anos. Fixou residência em Campinas desde o ano passado. Dedicada a conhecer as raízes dos problemas do Estado, Aline Corrêa conquistou mais de R$ 500 milhões para as cidades de São Paulo, atuação e números que resultaram na premiação como uma das mais importantes e influentes parlamentares do Congresso Brasileiro na opinião dos gestores municipais ouvidos em pesquisa desenvolvida pela Associação Nacional de Prefeitos e Vices (ANPV). Ao lado dos municípios paulistas, Aline Corrêa afirma que cuidar das cidades é cuidar das pessoas. É com esse propósito, que a partir de janeiro de 2011, Aline Corrêa inicia o seu segundo mandato consecutivo como deputada federal, período no qual pretende avançar em suas ações em favor do segmento comercial.

– Como a senhora avalia a importância do comércio para a região?
Olá, Adriana. Em primeiro lugar, quero agradecer pela oportunidade que você me oferece de falar com todos os associados do Sindivarejista Campinas, legítima representante do segmento comercial de Campinas e região. Considero o comércio um dos segmentos mais relevantes, se não o mais importante do nosso País. Lembro-me de ter participado de um congresso onde me disseram: “O Brasil tem o rosto do comércio”. E passei a observar essa máxima. Vejamos a Região Metropolitana de Campinas. Podemos dizer que a RMC tem a imagem do crescimento de sua atividade comercial. A RMC tem a força e o dinamismo dos empreendedores que atuam na área comercial. Tanto o desenvolvimento e a geração de emprego e renda, quanto as potencialidades e perspectivas de nossa região, estão intimamente ligados ao setor comercial. Campinas tem o rosto do seu comércio. E enquanto esta cidade  tiver empreendedores com a visão voltada para o futuro, continuará sendo esta cidade tão próspera e tão acolhedora.

– A senhora tem alguma proposta específica para o setor? Ou pretende desenvolver alguma ação para o crescimento do comércio varejista da região de Campinas?
Tenho várias propostas específicas para o setor. No meu primeiro mandato, destaco a autoria do projeto de Lei que proíbe que motociclistas entrem em estabelecimentos comerciais com capacetes. A proposta nasceu em Araraquara, a partir de uma série de roubos promovidos por jovens que escondiam seus rostos em capacetes. A vereadora Juliana Damus me procurou e decidi apresentar essa propositura junto à Câmara Federal. Também sou autora do projeto 7002, que institui o Dia Nacional de Profissional de Logística; do projeto 4054, que amplia a presença de estagiários no segmento comercial; do projeto 135, que dispõe sobre a vedação de cobrança de tarifas bancárias a micro e pequenas empresas… Enfim, temos muito trabalho desenvolvido e muitas propostas a serem desenvolvidas neste novo mandato que se inicia em 2011.

– Como a senhora avalia a situação atual do pequeno e médio empresário?
Todos os mais recentes indicadores são positivos. Hoje mesmo eu li no site do Sindivarejista campinas que o Natal deste ano poderá ser o melhor em vendas desde 2007. Isso é o que aponta a pesquisa IAV (Índice Antecedente de Vendas), feita pelo Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV). Outro dado importante é o Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), elaborado em parceria pelo Insper e pelo Santander, que registrou no quarto trimestre deste ano o seu resultado mais positivo. Entre os dados que compõem o índice, a confiança em relação ao faturamento obteve a pontuação mais alta (79,8), seguida pela confiança no ramo de atividade (78,3) e no lucro (77,9). Na minha avaliação, a conjuntura é positiva para todos os setores da economia, inclusive o de pequenas e médias empresas, cujo crédito deve continuar em expansão ao longo do governo da presidente eleita Dilma Rousseff.

– No seu ponto de vista, quais as maiores dificuldades para o empregador hoje no Brasil e o que poderia ser mudado?
A revista Época publicou recentemente que mais de 500 mil pessoas participaram da pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), e apontaram os problemas mais graves do país. O emprego aparece em quarto lugar, com 9% das respostas, atrás da Educação (18%), Violência (14%) e Políticas Públicas (14%). Acho que residem nesta questão (emprego) as maiores dificuldades para o empregador hoje no Brasil. Sou absolutamente contra a retirada de direitos dos trabalhadores, mas defendo a moderniza&ccedilccedil;ão das leis trabalhistas brasileiras para que estas possam acompanhar a realidade mundial de globalização e, principalmente da concorrência mundial. O Brasil cresceu muito na geração de empregos com carteira assinada. Os índices de 2010 são históricos. Mas é possível crescer muito mais.

Veja as outras entrevistas da série Perspectivas do Varejo:

Jonas Donizette
http://www.sindivarejistacampinas.org.br/noticia.php?id=224

Guilherme Campos
http://www.sindivarejistacampinas.org.br/noticia.php?id=236

Célia Leão
http://www.sindivarejistacampinas.org.br/noticia.php?id=240

Carlos Sampaio
http://www.sindivarejistacampinas.org.br/noticia.php?id=249

Davi Zaia

http://www.sindivarejistacampinas.org.br/noticia.php?id=267


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