Comércio registra queda pela terceira vez na RMC

12 . ago . 2013 Print This Article

A instabilidade da economia e a ameaça da inflação seguem afetando o desempenho do comércio varejista da Região Metropolitana de Campinas (RCM), que registrou queda no volume de vendas pelo terceiro mês consecutivo. De acordo com o balanço divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), em julho deste ano foram realizadas 812.070 vendas, ante 880.160 no mesmo mês do ano passado, o que corresponde a uma queda de 7,7%. Em termos monetários, o faturamento nominal foi de R$ 2.025 bilhões, 4% inferior ao registrado em julho de 2012, que totalizou R$ 2.108 bilhões.

"A queda nas vendas em comparação ao ano passado foi astronômica, foi um julho bem abaixo de 2012. O problema foram as manifestações, somada à continuidade da situação econômica. Apesar da inflação ter caído, ainda não teve reflexo neste mês", explica o economista da Acic, Laerte Martins.

Apesar da queda nas vendas em comparação ao ano passado, em relação a junho o comércio registrou ligeira alta, de 3,9%, impulsionada principalmente pela antecipação das liquidações de Inverno. Já no acumulado do ano, as vendas tiveram retração de 2,5% quando comparadas a igual período de 2012. "A base de junho foi muito baixa por conta das manifestação. Outro fator que também ajudou as pré-liquidações de Inverno, antecipadas para aquecer as vendas. Por isso julho foi ligeiramente superior a junho", acrescenta Martins.

O comércio aguarda por melhora nas vendas para os próximos meses que serão aquecidas por datas comemorativas como o Dia dos Pais, Dia das Crianças e principalmente Natal, melhor época do ano para o setor. No entanto, avaliação da Acic é que as vendas dificilmente chegarão ao mesmo índice de 2012. "As perspectivas para o comércio até o final do ano são de uma recuperação no consumo, neste 2º semestre, mas em patamares menores que do ano passado", projeto economista.

Inadimplência

A boa notícia para o comércio varejista ficou por conta da queda da inadimplência em julho. Embora ainda esteja em patamares elevados, o calote registrou queda em comparação ao mês anterior. De janeiro a julho, 268.751 carnês vencidos há mais de 30 dias deixaram de ser pagos, cerca de 18,1% acima dos 227.548 carnês em atraso no mesmo per&iaciacute;odo do ano passado. Até junho, o número de carnês em atraso estava 25% superior ao registrado no primeiro semestre de 2012. Em valores monetários representam cerca de R$ 215 milhões que deixaram de circular no comércio varejista da RMC.

"O destaque é a inadimplência que ainda está elevada, mas caiu e a tendência é positiva. Isso mostra que houve aumento do pagamento das contas atrasadas visando limpar o nome para as compras de final do ano", finaliza Martins.

Fonte: Jornal Todo Dia

CATEGORIAS
Economia SindiVarejista