Em 2 anos, número de varejistas bilionárias cresceu 60%

28 . nov . 2013 Print This Article

O ritmo de fusões e aquisições entre empresas de varejo deve se acelerar, diante do cenário de restrições do crescimento do consumo para o ano que vem, prevê o presidente do Instituto Brasileiro de executivos de Varejo (Ibevar), Claudio Felisoni de Ângelo. Com isso, deve aumentar o número de varejistas que faturaram R$ 1 bilhão por ano. 

A cada ano cresce a quantidade de varejistas que atingem essa marca de vendas. Em 2010, 44 empresas do varejo tinham receita de R$ 1 bilhão. Em 2011, subiu para 58 e no ano passado atingiu 72 grupos varejistas nessa categoria, revela o ranking Ibevar das 120 maiores empresas do varejo brasileiro. A lista foi elaborada em parceria com PWC-Brasil e a Felisoni Associados. Para 2013, a perspectiva é que cerca de 90 companhias rompam a barreira do primeiro bilhão. "Quando o risco aumenta com um cenário de restrição e incertezas em relação ao consumo, a tendência é de as empresas se unirem", observa.

As oportunidades de fusões são nítidas, quando se avalia o desempenho do ranking varejista, elaborado a partir dos dados apresentados nos balanços das próprias empresas. Entre a empresa líder do ranking, o Grupo Pão de Açúcar, que faturou no ano passado R$ 57,2 bilhões e a 10ª colocada, a Raia Drogasil, com vendas de R$ 5,5 bilhões, há uma diferença de cerca de dez vezes no quesito vendas. "Isso mostra que há espaço para a formação de outros grupos, por meio de fusões e incorporações", diz o presidente do Ibevar.

Diferenças

Entre outros fatores que revelam o grande potencial para empresas se unirem, Felisoni destaca grandes assimetrias entre as redes varejistas. Só sete grupos operavam mais de mil lojas no ano passado e apenas nove tinham lojas em todos os Estados por empresa, porém metade das companhias listadas estavam presentes em até três Estados.

Segundo o estudo, houve comportamentos de vendas distintos entre setores. Enquanto as 120 maiores varejistas ampliaram o faturamento em 14,8% de 2011 para 2012, o segmento de supermercados, que responde por quase 60% das vendas do varejo, cresceu menos do que a média: 12,5%. Enquanto isso, setores que reúnem lojas de eletroeletrônicos e móveis, moda e esportes e fast-food ampliaram as vendas acima da média. No caso dos eletrônicos e móveis, o avanço foi de 17,1% na comparação anual: moda e esportes, 20,8%; e fast-food, 16,6%.

Fonte: O Estado de São Paulo

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