Estoques do varejo melhoram em fevereiro, mas ainda seguem elevados

17 . fev . 2016 Imprimir esse Artigo

imagem_fecmoercio.jpogApesar de o índice de adequação dos estoques do comércio varejista da região metropolitana de São Paulo (RMSP) ter registrado elevação de 6,4% em fevereiro, motivado principalmente pelo recuo na proporção de empresas com estoques acima do desejado, os números ainda exigem atenção dos empresários, que terão de atravessar mais um ano de vendas fracas. No mês, o indicador que mede o nível de adequação dos estoques atingiu 96,6 pontos ante 90,8 em janeiro. Contudo, na comparação com fevereiro de 2015 – quando o índice registrou 106,9 pontos –, o valor ainda é 9,6% inferior, o que indica que, apesar da alta mensal, o ciclo de estoques ainda não chegou ao fim e a proporção de empresários com acúmulo de produtos ainda está acima da média histórica.

Os dados são do Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.A alta do indicador no mês se deve à elevação da proporção de empresários que afirmaram estar com os estoques em situação adequada, que subiu de 45,3% em janeiro para 48,2% em fevereiro – elevação de 2,9 pontos porcentuais. Tanto a parcela dos empresários com estoques abaixo do adequado (15,8%) como a dos que afirmaram ter excesso de mercadorias (35,7%) apresentaram queda na comparação com janeiro (de -1,1 p.p. e -1,9 p.p., respectivamente).No comparativo com o mesmo mês de 2015, a proporção de empresários com estoques acima do adequado apresentou alta de 6,3 pontos porcentuais. Entretanto, houve queda entre os que declararam estar com estoques abaixo do adequado (-1,2 p.p.).

estoqueSegundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os dados sugerem que, apesar da elevada proporção de empresas com estoques inadequados, os empresários parecem ter compreendido a gravidade da crise econômica, e a tendência é que o varejo consiga se ajustar à nova realidade do mercado.Ainda de acordo com a Entidade, ao longo do ano não é esperada uma retomada do crescimento da economia, mas agora os empresários têm noção mais clara da profundidade e da duração dessa crise, que atinge o consumo e gera aumento do desemprego – que deve se acentuar no primeiro trimestre. Diante desse quadro, a expectativa é que nos próximos meses o excesso de estoque seja eliminado, não em decorrência da retomada das vendas, mas pela redução de novos pedidos, já percebida no varejo.

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