Famílias paulistanas tendem a consumir menos em 2015, segundo indicador

04 . fev . 2015 Imprimir esse Artigo

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou o mês de janeiro com 108,6 pontos, queda de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando alcançou 124,8 pontos. Já na comparação mensal, ficou praticamente estável (- 0,1%). O resultado desse mês, de acordo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), demonstra que todos os itens que compõem a pesquisa tiveram os resultados mais baixos para o mês de janeiro desde 2010, início da série histórica.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, dois itens que compõem o índice se destacam com a pior pontuação da série histórica: Emprego atual – que ficou com  121,7  pontos (queda de 6,8% em comparação com janeiro de 2014); e Perspectiva de consumo, cuja queda foi de 25,3%, com 96,8 pontos. Esse resultado sinaliza um menor consumo das famílias nos próximos meses, em razão de uma queda no otimismo quanto à situação profissional, uma vez que os entrevistados não sentem estabilidade no emprego.

Os itens Acesso ao Crédito (124,9 pontos) e Momento para duráveis (83,5 pontos) também seguiram tendência de retração ao registrarem respectivamente, queda de 1,3% e 1% em relação a dezembro. Este resultado mostra que as famílias estão priorizando bens essenciais como alimentação e produtos de farmácia, em detrimento de compras como geladeira, fogão e televisão, o que indica mau momento para a aquisição dos bens duráveis.

Ainda em relação a dezembro, alguns componentes da pesquisa apresentaram melhoria: Renda atual, que teve alta de 6,9% e atingiu 130,4 pontos, o mais bem avaliado entre os itens do estudo. Já o nível de Consumo Atual teve crescimento de 4,3% – no entanto, ainda permaneceu com 87,3 pontos. A melhora se deve à entrada do 13º salário, que incentivou o consumidor às compras durante o período do Natal.

Para a Federação, a expectativa para os próximos meses de 2015 é de que o índice permaneça em queda devido aos reajustes de energia, IPTU, transporte público, custos que pesam diretamente no bolso do consumidor e afetam o poder de compra das famílias.

FecomercioSP

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