Futuro incerto: especialista comenta o atual modelo previdenciário

15 . jul . 2015 Print This Article

Um dos assuntos que mais geraram polêmica e discussão no final do primeiro semestre foi o novo modo de calcular a aposentadoria. O vai e vem em Brasília sobre as regras do benefício levanta uma séria questão para a sociedade brasileira: como sustentar a Previdência e garantir o pagamento beneficiário com o aumento da expectativa de vida da população?

O Brasil está deixando de ser um país de jovens e isso pesa na Previdência. Em 1980, eram muito mais jovens do que aposentados. Em 2010, os adolescentes daquele tempo viraram contribuintes e hoje são uma boa parte da pirâmide. A projeção para 2050 é de uma situação invertida.

Os contribuintes de hoje serão os aposentados de amanhã e vai haver muito mais gente recebendo o benefício do que existe hoje. Após ser vetada pela presidente Dilma Rousseff e remodelada para se tornar uma medida provisória, a lei 85/95 prevê um cálculo simples: para saber se já pode se aposentar, o contribuinte precisa somar a idade dele ao tempo de contribuição. A conta para os homens tem que dar 95 e para as mulheres, 85.

Com a proposta do governo, o limite desta nova norma passa a aumentar um ponto a partir de 2017, até chegar em 2022 a 100 para os homens e 90 para as mulheres. Mas, para fazer a conta, tem que ter o tempo mínimo de contribuição: 30 anos para as mulheres e 35 para os homens. O objetivo, segundo o governo, para essa mudança, “é o de preservar a sustentabilidade da Previdência Social”. Que é um dos grandes desafios, não só do Brasil, mas em muitos outros países, já que a expectativa de vida da população está aumentando cada vez mais.

Estudo da FecomercioSP

No Brasil o modelo de Previdência Social é baseado em uma regra geral que leva em conta o sistema de repartição simples. Assim, os atuais segurados ativos financiam os inativos na expectativa de que, quando for a sua vez, possam contar com outra geração de contribuintes.

Porém, com o envelhecimento da população, tal modelo de aposentadoria tende a entrar em colapso e acaba elevando ainda mais o deficit previdenciário. Essa é uma das principais preocupações apontadas por um estudo sobre a Previdência Social feito pelo especialista e assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP ), Noboru Takarabe.

No levantamento, Takarabe faz um panorama da Previdência e chega à conclusão de que não haverá dinheiro suficiente para todo o contingente, o que vai obrigar o governo a bancar. Isso vai gerar ainda mais problemas na economia. “Há 30 anos o aposentado recebia como teto máximo o valor de 20 salários mínimos. Hoje caiu para cinco.

E isso vai se agravar”, afirmou. Hoje ao se aposentar o trabalhador consegue receber R$ 4.663,75 – no máximo. “Esse valor só tende a desvalorizar”, disse. Uma pesquisa do Instituto de Educação Financeira apontou que dos 25 milhões de aposentados e pensionistas no Brasil, apenas 1% é independente financeiramente. Outros 46% dependem de parentes, 28% estão à beira da miséria e 25% têm que continuar trabalhando.

“Imagina um aposentado que recebe cerca de R$ 4 mil. Ele precisa pagar convênio médico que hoje não sai por menos de R$ 1,5 mil, além de remédios, tratamentos e alimentação. Sem contar gastos com moradia. Esse valor acaba sendo pouco, futuramente será menor ”. Nesse ano, os convênios tiveram cerca de 40% de reajuste em alguns casos.

A saída é se preparar e planejar o futuro desde já

A falência do atual sistema previdenciário é dada como certa pelo especialista, que aconselha o planejamento como alternativa única para quem quer ter uma velhice mais cômoda e com qualidade de vida. “Não tem jeito, tem que cada um olhar por si. Uma das saídas é fazer um Plano de Previdência Complementar. Além de receber a aposentadoria, a pessoa tem direito também a receber um valor que irá ajudar a pagar as contas em dia”.

O SindiVarejista disponibiliza para seus representados, por meio da FecomercioSP, um plano de previdência, com característica de Plano Instituído chamado de FPA Previdência Associativa. Com R$ 40,00 de contribuição básica (mínimo) já é possível ingressar no Plano de Previdência Complementar. “O plano permite abatimento de até 12% no Imposto de Renda“, explicou.

Benefício para o empresário e seu funcionário

O especialista defende que a Previdência Privada pode ser usada como benefício de baixo custo que o empregador pode oferecer aos seus funcionários. Noboru diz que o benefício ajuda a reduzir a rotatividade, retém talentos e poderá deduzir as contribuições da empresa no Imposto de Renda. “A empresa paga uma parte e o empregado, outra. É uma forma da empresa ajudar na educação financeira do seu funcionário”.

Para mais informações, fale com Júlia pelo contato (19) 3775-5560.


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