Médico ocupacional do Trabalho promove palestra no Sindivarejista

30 . jul . 2013 Imprimir esse Artigo

O médico ocupacional José Roberto Ribeiro promoveu na manhã desta terça-feira (30) a palestra “Caracterização de Acidentes de Trabalho” no espaço Conexão Empresarial Sindivarejista. Cerca de 40 pessoas assistiram à apresentação que durou cerca de duas horas e meia. O médico fará uma nova apresentação no sindicato no próximo dia 6 de agosto para falar sobre atestado médico. O evento é gratuito.

A palestra desta terça-feira começou por volta das 9h. Logo no início o médico pediu para que todos se levantassem e passou exercícios de alongamento. Segundo ele, esses movimentos devem ser repetidos todas as manhãs para melhorar o desempenho das articulações e para o relaxamento, antes do expediente de trabalho.

José Roberto deu início à apresentação explicando o significado de CAT (Caracterização de Acidentes de Trabalho). "Um assunto delicado e desagradável, tanto para o empregador quanto para o trabalhador&ququot;, brincou. O médico explicou que a lei que a define é a 8.213/91. “Ela sofreu algumas mudanças porque é bem antiga. Mas surgiu como proteção ao trabalhador e acabou se tornando temida por empregadores.” Ele informou que atualmente existem cerca de 200 doenças relacionadas ao trabalho. “E ainda está aberta para novos cadastramentos de enfermidades relacionadas.”

“Posso dizer que a definição de CAT é uma ocorrência não desejada que pode ser ocasionada na empresa, ou fora dela. Quando o funcionário está em algum outro local, prestando serviço pela empresa, ou no caminho, ou retorno de seu trabalho. Geralmente existe uma lesão física, quando o acidente é típico, e não tem o que contestar. Mas há também o caso de o ferimento não ser visível, é preciso muito cuidado com o trabalhador, por exemplo, que caiu e bateu com a cabeça. É preciso investigar se não houve uma lesão interna. Tem que tomar cuidado e fazer toda uma investigação possível sobre cada caso, dentro e fora da empresa.”

O médico alertou que a CAT deve ser aberta por meio de um formulário preenchido pela internet no prazo de 24 horas após o acidente. “Se isso não for feito, é preciso encaminhar uma carta com uma justificativa. A empresa é passível de multa severa.” 

José Roberto explicou que quem caracteriza o CAT é um médico do INSS. “Quando acontece é importante ter atendimento no SUS ou, se for em convênio, o RH tem que ter isso já acertado de alguma forma.”

O médico ainda explicou que quando o funcionário voltar ao trabalho e ele não tiver condições de continuar na mesma funç&atilatilde;o, a empresa deve transferi-lo para outro setor. Caso não seja possível, ele tem o direito de se aposentar por invalidez e receber o salário de forma integral.

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