Mercado pet cresce na RMC e já abocanha 4,5% do varejo

26 . set . 2016 Imprimir esse Artigo

petcaoO faturamento previsto para o mercado pet na Região Metropolitana de Campinas (RMC) este ano é de R$ 1,1 bilhão, segundo levantamento da Acic. O setor, que já representa 4,5% do desempenho anual do comércio varejista, deve crescer 5,5% em relação ao ano passado.

“O mercado caminha para a estabilidade no seu desenvolvimento e, a partir do próximo ano, deve manter uma taxa entre 6% e 6,5% de crescimento anual, considerando venda de ração e atividades relacionadas ao segmento pets e veterinários”, analisa Laerte Martins, economista da Acic.

O número de estabelecimentos no setor, um dos poucos que não sofreu retração com a crise, evoluiu 40% nos últimos seis anos, com a taxa média de avanço de 6,9% ao ano. Nesse período foram abertos 155 empreendimentos ligados a pets na cidade e 343 na RMC, totalizando 1.289 atividades comerciais no segmento na região.

Segunda cidade no País em número de animais por imóvel — perdendo apenas para Curitiba — Campinas responde por 90% do faturamento na área na RMC e tem bichos de estimação presentes em 56% dos lares, segundo levantamento do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais.

O potencial do segmento pet na cidade atrai grandes centros comerciais, como a Cobasi que inaugurou ontem sua loja no Shopping Iguatemi, com 850 metros quadrados de área e mais de 20 mil itens nos setores de ração, acessórios nacionais e importados exclusivos da marca. Também há produtos para aves, peixes, roedores e farmácia veterinária, além de piscina e itens de jardinagem.

A empresa atua no mercado há três décadas e soma 41 lojas em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná — e há 11 anos atua em Campinas, onde trocou o Galleria Shopping pelo Iguatemi, com uma unidade projetada no novo conceito visual da companhia. O valor investido na nova loja não foi revelado. “Não será maior que a anterior, mas terá a linha completa de produtos”, compara Daniela Bochi, gerente de marketing da Cobasi. Segundo ela, Campinas é uma das principais cidades do Interior e, por isso, a Cobasi resolveu expandir sua operação no mercado local.

Cada cliente gasta, em média, R$ 100,00 nas compras. Além de produtos, a loja trará serviços de veterinária e banho e tosa em parceria com a empresa S.Pet.
A justificativa para a inauguração de uma nova loja, de acordo com a gerente de marketing da Cobasi, é tornar a marca ainda mais conhecida entre a população. A escolha do Iguatemi, primeiro shopping center na cidade, foi estratégica para elevar a marca como referência em vendas de produtos pets na região.

“O objetivo é fazer com que as pessoas pensem em Cobasi quando precisarem adquirir algum produto para seu animal”, diz Daniela. A partir de um estudo de mercado feito para auxiliar o projeto, a empresa transformou as áreas da loja em espaços temáticos com novas cores, estampas, imagens e texturas, aumentando a interação do consumidor.

Os espaços também permitem a realização de eventos que fazem com que a experiência de compra se torne mais prazerosa. As cores buscam oferecer aconchego, com tons de verde equilibrados com estampas, texturas, imagens e efeitos de cenografia. Cada cor, dependendo da seção, remete ao tema da venda. Os aquários, por exemplo, usam os tons do fundo do mar, enquanto a boutique, o estilo provençal, linguagem visual trabalhada em todo o estabelecimento.

Diversificação garante bons dividendos a empresários

De olho no potencial do mercado pet para animais exóticos — iguanas, lagartos, ratos, macacos, peixes e pássaros — uma fazenda em Piracicaba produz insetos da melhor qualidade para enriquecer a alimentação desses bichinhos. A Safari, que atua com aprovação do Ministério da Agricultura, comercializa grilos, baratas e tenébrios (larvas) vivos nos pet shops, dentro de pequenas embalagens especiais, desenvolvidas para que garantam a possibilidade de consumo em até de 30 dias. “Os insetos têm alto teor de proteína, ácidos graxos e minerais de alta digestibilidade.

Além disso, fornecer alimento vivo aos animais estimula o contato com a natureza e diverte o bicho e o dono”, afirma Eduardo Matos, proprietário da Safari. Os insetos apresentam até três vezes mais proteína que a carne bovina crua. Enquanto 100g de bife oferece 20,2 g de proteína, a mesma quantidade de barata cinérea tem 60g de proteína, ou 48g se for 100g de grilo preto. Talvez por isso o preço seja tão alto: um pacote com dez baratas cinéreas é comercializado a R$ 25, preço de um quilo de coxão mole.

Fonte: Correio Popular

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