Varejo registra redução de 128 postos de trabalho em maio

27 . jul . 2017 Imprimir esse Artigo

Em maio, o comércio varejista na região de Campinas eliminou 128 postos de trabalho, resultado de 7.072 admissões contra 7.200 desligamentos. Em 12 meses, foram eliminados 2.178 empregos com carteira assinada, o que levou a um recuo, na comparação com maio de 2016, de 1,1% do estoque total, atingindo 195.009 trabalhadores formais.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das nove atividades analisadas, apenas farmácias e perfumarias (2,1%) e supermercados (1,1%) apontaram crescimento no estoque de empregados em maio na comparação com o mesmo mês de 2016. As maiores retrações foram observadas nos segmentos de lojas de móveis e decoração (-5,1%); materiais de construção (-4,6%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-4,4%).

Desempenho estadual

O mercado de trabalho do comércio varejista do Estado de São Paulo voltou a oscilar em maio, após a criação de 1.570 postos de trabalho em abril. No quinto mês deste ano, o varejo paulista eliminou 905 empregos formais, resultado de 72.172 admissões e 73.077 desligamentos. Com isso, o varejo paulista encerrou o mês de maio com 2.053.179 trabalhadores formais, queda de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2016. Apesar do desempenho negativo, vale ressaltar que o fechamento de vagas foi muito mais ameno do que em maio no ano passado, quando o saldo ficou negativo em 3.730 empregos. No acumulado dos últimos 12 meses, foram extintos 15.862 empregos com carteira assinada.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, o desempenho do mercado de trabalho do comércio varejista no Estado de São Paulo em maio confirma as projeções feitas pela Entidade no fim de 2016, de que ao longo do primeiro semestre de 2017 o varejo registraria saldos negativos bem menores em relação a 2016 e, eventualmente, abriria novos vagas, como aconteceu em maio.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas farmácias e perfumarias (2,3%) e supermercados (1,4%) apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2016. Por outro lado, os piores desempenhos foram registrados nos segmentos de concessionárias de veículos (-4,1%), materiais de construção (-3,2%) e lojas de móveis e decoração (-2,7%).

Observando os dados por ocupações, as funções com os maiores saldos negativos foram as de gerentes de áreas de apoio (-578 vagas) e gerentes de produção e operações (-344 vagas).

Segundo a FecomercioSP, dado o bom desempenho das vendas do varejo paulista neste início de ano, a expectativa é de que o mercado de trabalho reaja ao longo do segundo semestre, ainda que de forma lenta e gradual. Entretanto, a Entidade ressalta que os desdobramentos da atual crise política podem afetar as decisões de investimento dos empresários, inclusive de aumento do quadro funcional.

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