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Análise: economia desacelera e varejo sente impacto direto da Selic a 15%; tendência deve continuar até 2026

O resultado confirma o cenário de desaceleração econômica, que atinge com força o comércio

A alta da taxa Selic para 15% ao ano, adotada pelo Banco Central como medida para conter a inflação, já mostra efeitos significativos sobre a economia brasileira. Os dados consolidados do terceiro trimestre apontam que o País registrou pouca variação do PIB em relação ao trimestre anterior e um crescimento anual de apenas 1,8%, o menor índice desde 2022.

O resultado confirma o cenário de desaceleração econômica, que atinge com força o comércio. Por ser diretamente influenciado pelo consumo das famílias, o setor sofre mais intensamente com crédito caro, inflação persistente e altos níveis de endividamento e inadimplência dos consumidores.


Varejo é o setor mais afetado pela perda de ritmo da economia

Enquanto o PIB avança lentamente, o varejo apresenta queda ainda mais acentuada. Segmentos de bens duráveis e de consumo adiável — como móveis, eletrodomésticos e eletrônicos — são os mais impactados, tanto no cenário nacional quanto nas regiões metropolitanas.

A combinação de juros elevados e capacidade de compra reduzida dificulta a recuperação das vendas. Para o empresário varejista, isso significa mais cautela, margens pressionadas e desafios extras na gestão de caixa.


Cenário deve se estender e influenciar 2026

De acordo com a análise, o arrefecimento da economia deve persistir até o final de 2025 e se estender também para 2026, influenciando decisões de investimento, oferta de crédito e o desempenho do comércio.

Além da política monetária restritiva, pesa também o desequilíbrio entre gastos públicos elevados e um ambiente de juros altos, combinação que resulta em crédito mais caro, preços pressionados e baixo crescimento econômico.

Reflexos no dia a dia do varejo

Esse cenário dificulta soluções sustentáveis para a economia real e afeta diretamente o cotidiano dos empresários e dos consumidores:

  • Menor disposição das famílias para compras parceladas;
  • Redução do fluxo de clientes nas lojas;
  • Aumento da busca por prazos maiores e renegociação de dívidas;
  • Pressão sobre custos operacionais e planejamento financeiro.

Para os varejistas, acompanhar os indicadores e ajustar estratégias de vendas — como promoções, renegociação com fornecedores e ampliação de canais digitais — será essencial para atravessar esse período de menor dinamismo econômico

 

 


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