O mês de dezembro, tradicionalmente o mais forte para o varejo regional, começa com boas expectativas — mas também com sinais de cautela
O mês de dezembro, tradicionalmente o mais forte para o varejo regional, começa com boas expectativas — mas também com sinais de cautela. De acordo com análise do SindiVarejista Campinas, as vendas do Natal 2025 devem continuar em alta, impulsionadas principalmente pelo pagamento do 13º salário e pelo mercado de trabalho aquecido. No entanto, o crescimento projetado será menor do que o registrado no último ano.
Em dezembro de 2024, o faturamento bruto real do varejo da Região de Campinas ultrapassou R$ 12,5 bilhões, registrando alta de 5,1% em relação a 2023 e crescimento de 18% em comparação à média dos meses de janeiro a novembro.
Alguns segmentos tiveram destaque expressivo nessa comparação com a média anual:
O bom desempenho reafirma o papel do Natal como o período de maior aquecimento do comércio.
Para 2025, a expectativa é que dezembro novamente supere os demais meses do ano, mas com crescimento mais moderado frente a dezembro de 2024.
Segundo o SindiVarejista, o avanço projetado é de até 3%, refletindo um cenário econômico que exige mais atenção dos lojistas.
O principal motor do comércio neste período continua sendo o 13º salário, que injeta bilhões na economia.
Só em Campinas, o volume de recursos deve ser 5,8% maior que no ano passado, impulsionado também pelos 8,6 mil novos postos de trabalho criados entre janeiro e outubro de 2025.
Com mais pessoas empregadas e renda em circulação, o varejo tende a se manter aquecido — ainda que de forma moderada.
Mesmo com emprego em alta, três fatores seguem pressionando o consumo:
Apesar de a inflação ter desacelerado nos últimos meses, os preços seguem altos, reduzindo o poder de compra das famílias.
Os níveis de endividamento continuam preocupando em todo o país.
Com mais compromissos financeiros, sobra menos espaço no orçamento para novas compras, especialmente nas festas de fim de ano.
O custo do crédito segue elevado — e mais seletivo. Isso afeta principalmente setores como bens duráveis, que dependem do parcelamento para fechar vendas.
Esses fatores combinados ajudam a explicar por que o crescimento será positivo, mas contido.
A tendência para o Natal 2025 é ver consumidores:
O varejo deve sentir uma demanda forte, mas racionalizada. As compras tendem a ocorrer de maneira descentralizada ao longo do mês, não apenas na semana do Natal.
Mesmo sem uma “bala de prata”, o varejo tem espaço para crescer apostando no essencial — feito com excelência:
O Natal 2025 deve garantir mais um dezembro positivo para o varejo da Região de Campinas, apoiado no dinamismo do mercado de trabalho e na circulação do 13º salário.
No entanto, inflação elevada, crédito caro e endividamento alto tornam o consumidor mais seletivo.
Para o empresário, o caminho é claro: fazer o básico muito bem, investir em diferenciação e preparar sua equipe para o mês mais importante do ano.
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