Campinas voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em julho de 2025. Segundo dados do Novo Caged, foram criadas 382 vagas formais, revertendo a perda de 36 postos de trabalho no mês anterior. Apesar da recuperação, o resultado representa uma queda de 86,6% em relação a julho de 2024, quando […]
Campinas voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em julho de 2025. Segundo dados do Novo Caged, foram criadas 382 vagas formais, revertendo a perda de 36 postos de trabalho no mês anterior. Apesar da recuperação, o resultado representa uma queda de 86,6% em relação a julho de 2024, quando o saldo foi de 2.853 vagas, sendo o pior desempenho para o mês desde 2020.
O estoque total de empregos formais na cidade chegou a 439.381 vínculos ativos em julho. Entre os setores, o destaque positivo foi para serviços (+412 vagas) e comércio (+163 vagas). Em contrapartida, houve retração na construção (-141 vagas), na indústria (-43 vagas) e na agropecuária (-9 vagas).
No acumulado de janeiro a julho, Campinas criou 8.292 empregos com carteira assinada, queda de 31,6% em comparação com os mais de 12 mil postos abertos no mesmo período de 2024. O setor de serviços respondeu por quase 65% das novas contratações no período.
O comércio varejista de Campinas encerrou julho com 141 novas vagas, o primeiro resultado positivo após duas quedas consecutivas. Ainda assim, o saldo representa uma redução de 56,5% em relação a julho de 2024 e configura o pior desempenho para o mês desde 2020.
Entre os 73 segmentos do varejo local, os maiores destaques positivos foram:
Por outro lado, o setor de vestuário e acessórios perdeu 26 postos de trabalho, sendo o segmento com maior retração em julho.
De janeiro a julho de 2025, o varejo campineiro acumula 438 novos empregos, número ligeiramente superior aos 386 registrados no mesmo período de 2024. O setor emprega atualmente quase 61,8 mil trabalhadores formais.
Os segmentos que mais geraram vagas foram:
Na outra ponta, os setores que mais perderam empregos foram:
De acordo com análise da presidente do Sindivarejista de Campinas, Sanae Murayama Saito, a desaceleração na criação de empregos reflete o cenário econômico nacional. “Inflação persistente, juros elevados, endividamento das famílias e consumo enfraquecido impactam diretamente o comércio e a geração de postos de trabalho”, explicou.
A sustentação no emprego tem sido puxada principalmente por segmentos de bens essenciais, como supermercados, enquanto setores ligados a consumo não essencial seguem em retração. A expectativa é de que os próximos meses mantenham um cenário de desafios para a economia doméstica e para o mercado de trabalho em Campinas.
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