A empolgação precisa vir acompanhada de atenção redobrada às regras de uso de marcas e símbolos da Copa.
Com a Copa do Mundo de 2026 será apenas no meio do ano mas é importante entender e o que pode ou não fazer no período. O evento esportivo é uma grande oportunidade para promoções, campanhas especiais e decoração temática nos pontos de venda. No entanto, a empolgação precisa vir acompanhada de atenção redobrada às regras de uso de marcas e símbolos da Copa.
A experiência da Copa do Mundo de 2022, no Qatar, mostrou que a fiscalização sobre o uso indevido de marcas oficiais foi intensa, rápida e rigorosa, especialmente no ambiente digital. Em 2026, com um cenário ainda mais globalizado, os cuidados precisam ser maiores.
Para orientar empresários e profissionais de marketing, especialistas abaixo segue um guia prático para evitar um verdadeiro “pênalti jurídico” durante as ações comerciais ligadas ao futebol.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) detém os direitos exclusivos sobre tudo o que está relacionado à Copa do Mundo. O uso desses elementos para fins comerciais, sem autorização ou sem ser patrocinador oficial, pode resultar em notificações, remoção de conteúdo, multas e processos judiciais – ou seja: dor de cabeça!.
A principal novidade — e também o maior risco — para a Copa do Mundo 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, é a fiscalização digital sem fronteiras.
Publicações em português no Instagram, Facebook, TikTok, YouTube ou em qualquer outra rede social podem ser monitoradas globalmente e removidas de forma automática.
Além disso, marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Amazon realizam varreduras constantes e derrubam, em massa, anúncios de produtos não licenciados. Campanhas patrocinadas no Google Ads e nas plataformas da Meta também estão sob vigilância.
Outro ponto de atenção envolve influenciadores digitais. Conteúdos que caracterizem marketing de emboscada podem gerar responsabilização direta da marca contratante.
Além da Fifa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também protege os símbolos da Seleção Brasileira. Embora o uso das cores verde, amarelo, azul e branco seja permitido, é proibido reproduzir:
Esses símbolos são protegidos pela Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998), mesmo sem registro formal de marca.
A Copa do Mundo 2026 representa uma excelente oportunidade de vendas para o comércio. Porém, em um ambiente de fiscalização automatizada e global, qualquer deslize pode resultar na remoção imediata de campanhas, perda de investimento e até ações judiciais.
A recomendação é alinhar a equipe de marketing, apostar na criatividade dentro dos limites legais e, em caso de dúvida — especialmente em campanhas digitais —, buscar a orientação de um advogado especializado em propriedade intelectual.
A criatividade é a maior aliada do empreendedor. Ao focar no espírito esportivo e no patriotismo, sem utilizar marcas ou símbolos protegidos, é possível aproveitar a paixão nacional pelo futebol e transformar a Copa em bons resultados para o negócio — sem cometer faltas no momento decisivo do jogo.
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