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Governo sanciona lei que autoriza venda de remédios em supermercados

A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23) e altera regras do comércio de medicamentos, impactando diretamente o varejo e a assistência farmacêutica no país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357/2026 (antigo PL 2.158/2023), que autoriza a instalação de farmácias e drogarias dentro de supermercados em todo o Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (23) e altera regras do comércio de medicamentos, impactando diretamente o varejo e a assistência farmacêutica no país.

Farmácias em supermercados: o que muda com a nova lei

Na prática, a nova legislação não permite a venda de medicamentos diretamente nas gôndolas dos supermercados. A norma determina que a comercialização ocorra em um espaço físico separado, exclusivo para a atividade farmacêutica e com estrutura própria, seguindo as mesmas exigências aplicadas às farmácias tradicionais.

Entre as principais regras estão:

  • Presença obrigatória de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento
  • Controle rigoroso de temperatura e armazenamento
  • Rastreabilidade dos medicamentos
  • Cumprimento de normas sanitárias específicas

Medicamentos sujeitos a controle especial terão exigências adicionais, como entrega após o pagamento e em embalagem lacrada.

Além disso, a lei proíbe a exposição de remédios em áreas abertas, como prateleiras comuns, restringindo a venda ao ambiente da farmácia instalada dentro do supermercado.

Impacto no varejo e acesso a medicamentos

O objetivo da nova lei é ampliar o acesso da população a medicamentos e aumentar a concorrência no setor, principalmente em regiões com menor oferta de farmácias. Com a mudança, redes supermercadistas poderão integrar serviços farmacêuticos às lojas, ampliando o mix de serviços e a conveniência ao consumidor.

A proposta foi articulada por entidades como a Associação Brasileira de Supermercados, com apoio da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores e da Associação Brasileira de Atacadistas de Autosserviço.

O setor considera a medida um marco para o varejo de abastecimento, que reúne cerca de 424 mil lojas em todo o país e atende milhões de consumidores diariamente.

Expectativa do setor: preços e empregos

A expectativa é que a liberação aumente a concorrência no mercado farmacêutico, com possível redução de preços ao consumidor final. A ampla presença dos supermercados e o horário estendido de funcionamento também devem facilitar o acesso, especialmente em cidades menores.

Entre os principais efeitos projetados estão:

  • Geração de empregos para farmacêuticos e auxiliares
  • Diversificação de receitas no varejo alimentar
  • Estímulo a produtos de saúde, prevenção e bem-estar

Especialistas apontam ainda que a integração entre varejo e serviços de saúde pode reduzir barreiras de acesso, incorporando o cuidado com a saúde à rotina de compras.

Próximos passos

Com a sanção da lei, a regulamentação e a implementação do modelo devem avançar nos próximos meses, sob acompanhamento de órgãos sanitários e reguladores. A medida sinaliza uma transformação no varejo alimentar brasileiro, que passa a incorporar, de forma mais estruturada, soluções voltadas à saúde e à conveniência do consumidor.


 

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