Outro ponto central da resolução é a criação do chamado regime híbrido, uma inovação trazida pela reforma tributária

A reforma tributária brasileira começa a produzir efeitos práticos para milhares de empresas, especialmente micro e pequenos negócios. A publicação da Comitê Gestor do Simples Nacional por meio da Resolução CGSN nº 186/2026, em 17 de abril, trouxe definições importantes sobre os prazos de adesão ao Simples Nacional e regulamentou a possibilidade de adoção do chamado regime híbrido a partir de 2027.
Em Campinas, o impacto tende a ser significativo. O SindiVarejista Campinas e Região estima que cerca de 75% dos quase 17,3 mil estabelecimentos varejistas da cidade sejam optantes pelo Simples Nacional.
Uma das principais mudanças é a antecipação do prazo de opção pelo Simples Nacional.
Diferentemente do modelo tradicional — em que a adesão ocorria em janeiro —, para o ano-calendário de 2027, a escolha deverá ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026, por meio do Portal do Simples Nacional.
“A medida busca aumentar a previsibilidade do sistema tributário em meio à transição da reforma”, analisou o economista do SindiVarejista, Jaime Vasconcelos.
Após a solicitação:
Outro ponto central da resolução é a criação do chamado regime híbrido, uma inovação trazida pela reforma tributária.
Nesse modelo, a empresa optante pelo Simples Nacional poderá:
“Na prática, isso permite gerar e transferir créditos tributários ao longo da cadeia produtiva, algo que não ocorre plenamente no modelo atual”, explicou.
A opção pelo regime híbrido também deverá ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026, com efeitos a partir de janeiro de 2027.
A criação do regime híbrido altera a lógica tradicional do Simples Nacional, que sempre teve como principal vantagem a simplificação por meio de uma guia única.
“Com a reforma, porém, a capacidade de gerar créditos de IBS e CBS passa a ser um fator competitivo importante, especialmente para empresas que vendem para outras companhias fora do regime simplificado”, analisou destacou:
“Essa decisão será ainda mais relevante em setores do varejo que trabalham com cadeias produtivas mais complexas”, enfatizou.
Além disso, produtos que terão redução de alíquotas — como itens da cesta básica, medicamentos, produtos de higiene e bens ligados à saúde — podem influenciar diretamente na escolha do regime mais vantajoso.
A decisão que deverá ser tomada em setembro de 2026 terá impacto direto sobre:
Esse processo ocorre em paralelo à substituição do PIS e da Cofins pela CBS, cuja alíquota inicial vem sendo estimada em cerca de 8,5%.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que micro e pequenas empresas iniciem desde já um planejamento tributário estratégico, considerando:
“A reforma tributária inaugura uma nova fase para o ambiente de negócios no Brasil. Para empresas do comércio, especialmente em cidades como Campinas, a escolha entre permanecer no Simples tradicional ou migrar para o regime híbrido será mais do que uma decisão operacional. Trata-se de um movimento estratégico que pode definir a eficiência tributária e o posicionamento competitivo das empresas nos próximos anos”, terminou o economista.
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