Taxa é a mais alta desde o Novo Caged e supera em mais de 60% o patamar registrado em 2020; quatro segmentos tiveram rotatividade acima de 100%
A rotatividade de trabalhadores no varejo de Campinas alcançou, em 2025, o maior nível dos últimos seis anos. Segundo dados do Novo Caged, compilados e analisados pelo SindiVarejista Campinas, a taxa anual do setor chegou a 71,5%, a mais elevada desde 2020.
O índice revela um ritmo intenso de admissões e desligamentos ao longo do ano, indicando que mais da metade dos vínculos celetistas foi renovada em 2025. Em comparação com 2020, a taxa atual é mais de 60% superior, evidenciando a forte aceleração da mobilidade no mercado de trabalho varejista.
O comércio varejista de Campinas reúne 73 subsetores empregadores, que somaram, em 2025, mais de 61,6 mil trabalhadores com carteira assinada.
Ao detalhar os dados, o SindiVarejista identificou os 10 subsetores com as maiores taxas de rotatividade no município. Em quatro deles, o índice superou 100%, o que significa que, numericamente, todo o quadro de funcionários foi renovado ao longo do ano.
“Os números reforçam a intensidade das movimentações trabalhistas no setor e acendem um alerta para os impactos na gestão das empresas”, explicou o economista do SindiVarejista de Campinas e Região, Jaimes Vasconcelos.
A elevação da rotatividade no varejo campineiro acompanha o movimento observado no mercado de trabalho em geral. No estado de São Paulo, a taxa chegou a 56,6% em 2025, também o maior patamar desde 2020.
O cenário reflete o aquecimento do mercado pós-pandemia, com crescimento das vagas formais e redução da taxa de desemprego nos últimos anos. Em ambientes mais dinâmicos, trabalhadores se sentem mais confiantes para buscar:
Esse movimento aumenta os desligamentos voluntários e pressiona as empresas a intensificarem contratações, criando um ciclo contínuo de admissões e demissões.
A alta rotatividade no varejo é considerada, em parte, uma característica estrutural do setor. Entre os fatores que explicam o fenômeno estão:
Esses elementos ampliam a mobilidade profissional, especialmente em períodos de mercado aquecido.
Apesar de indicar dinamismo econômico, a rotatividade elevada traz desafios importantes.
Especialistas apontam que, quando excessiva, a rotatividade pode gerar ineficiências operacionais, insegurança e perda de competitividade, afetando tanto o desempenho das empresas quanto a sustentabilidade das relações de trabalho.
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