Segundo levantamento com base nos dados do Novo Caged, compilados pelo SindiVarejista, a taxa de rotatividade no comércio varejista de Campinas chegou a 71,5% em 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2020
Os dados exclusivos levantados e analisados pelo SindiVarejista Campinas sobre a rotatividade no comércio varejista da cidade repercutiram na imprensa regional e ganharam destaque na EPTV e no portal g1. A matéria foi veiculada último dia 25 de fevereiro no EPTV 2.
Confira o vídeo aqui!
Segundo levantamento com base nos dados do Novo Caged, compilados pelo SindiVarejista, a taxa de rotatividade no comércio varejista de Campinas chegou a 71,5% em 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2020.
O índice mede a frequência de admissões e desligamentos no período. Na prática, isso significa que mais da metade dos vínculos formais no setor foi renovada ao longo do ano. Em 2020, a taxa era de 43,8%, o que evidencia uma alta expressiva em cinco anos.
Atualmente, o comércio varejista de Campinas reúne 73 subsetores e emprega mais de 61,6 mil trabalhadores com carteira assinada. Dez desses subsetores registraram rotatividade superior a 80% em 2025 — e, em quatro deles, o índice ultrapassou 100%, indicando renovação completa do quadro funcional ao longo de um ano.
Artigos de viagem – 128,2%
Calçados – 119,6%
Brinquedos e artigos recreativos – 111,5%
Lojas de departamentos ou magazines – 105,7%
O economista do SindiVarejista, Jaime Vasconcelos, explicou na reportagem da EPTV que o varejo historicamente apresenta rotatividade acima da média da economia.
Segundo ele, o setor funciona muitas vezes como porta de entrada para o primeiro emprego, o que naturalmente eleva o índice de admissões e desligamentos. Além disso, a sazonalidade — especialmente em datas como Natal, Dia das Mães e Dia dos Pais — impulsiona contratações temporárias e aumenta a movimentação no mercado de trabalho.
Apesar de indicar dinamismo econômico, a alta rotatividade também impõe desafios:
Aumento de custos com recrutamento e rescisões;
Perda de produtividade;
Dificuldade na formação de equipes experientes;
Impacto na qualidade do atendimento ao consumidor.
A análise técnica produzida pelo sindicato permite que empresários compreendam o cenário com base em dados concretos, facilitando decisões estratégicas de gestão de pessoas e planejamento operacional.
O debate sobre mercado de trabalho no varejo ganha importância adicional diante das mudanças previstas para 2026.
A partir de 1º de março de 2026, entram em vigor novas regras para o trabalho aos domingos e feriados, conforme a Portaria nº 3.665/2023 do Ministério do Trabalho e Emprego, com vigência ajustada pela Portaria nº 1.066.
A principal alteração é a exigência de negociação coletiva prévia para funcionamento em feriados. Ou seja, a abertura dependerá de previsão expressa em convenção coletiva de trabalho.
A medida atinge diretamente atividades como:
Supermercados e hipermercados
Açougues e padarias
Farmácias
Postos de combustíveis
Hotéis
Bares e restaurantes
Lojas de rua e shopping centers
Salões de beleza e barbearias
Com a nova regulamentação, sindicatos patronais e de trabalhadores passam a ter papel central na definição das condições de funcionamento nessas datas – o que já vinha sendo feito pelo SindiVarejista.
Ao sistematizar dados oficiais, interpretar indicadores e traduzi-los para a realidade do comércio local, o sindicato fortalece sua atuação institucional e amplia sua contribuição para o desenvolvimento econômico de Campinas.
Mais do que números, os levantamentos apresentados pela entidade oferecem segurança jurídica, previsibilidade e embasamento técnico para decisões empresariais — especialmente em um cenário de mudanças regulatórias e desafios econômicos previstos para 2026.
Fique por dentro das novidades do SindiVarejista.
=> Cadastre-se no nosso Boletim de Notícias (Newsletter). Basta preencher o formulário ao final da página.