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STF confirma fim automático do auxílio-doença sem necessidade de nova perícia médica

Decisão do Supremo impacta diretamente segurados do INSS que recebem o benefício por incapacidade temporária

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o auxílio-doença do INSS pode ter fim automático em até 120 dias, sem necessidade de realização de uma nova perícia médica. A Corte também autorizou que o Instituto Nacional do Seguro Social estime uma data anterior para a cessação do benefício e o retorno do segurado ao trabalho.

O julgamento, realizado no plenário virtual, tem repercussão geral, tornando a decisão vinculante para todos os tribunais do país.

Auxílio-doença pode acabar sem perícia médica

Os procedimentos que permitem a cessação automática do benefício foram introduzidos por medidas provisórias de 2017, posteriormente convertidas em lei. A regra vinha sendo questionada judicialmente por uma segurada de Sergipe, que alegava não ser possível o fim automático sem nova avaliação médica.

Na decisão de primeira instância, a Justiça Federal local considerou que medidas provisórias não poderiam regulamentar o tema e determinou que a cessação automática seria irregular.

Recurso do INSS e voto do relator

O INSS recorreu ao STF, defendendo a constitucionalidade da norma. Segundo o instituto, o fim automático do auxílio-doença ocorre apenas quando o segurado não solicita a prorrogação dentro do prazo. Dessa forma, não haveria prejuízo ao trabalhador que segue incapacitado para suas atividades.

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, foi acompanhado por todos os demais ministros do Supremo. Ele destacou que não houve alteração significativa nas garantias constitucionais relacionadas à cobertura previdenciária em casos de doença ou invalidez temporária.

O que muda para o trabalhador e segurado do INSS

Com a decisão, os trabalhadores que recebem o benefício por incapacidade temporária devem redobrar a atenção aos prazos. Caso seja necessário manter o auxílio-doença, é fundamental solicitar a prorrogação antes do fim estipulado pelo INSS.

  • O INSS pode programar o término automático do benefício dentro do prazo legal;
  • Não será necessária uma nova perícia médica obrigatória;
  • O segurado deve acompanhar notificações e datas de cessação do auxílio;
  • O descuido com os prazos pode levar à suspensão do pagamento.

Impacto da decisão do STF

Como o julgamento tem repercussão geral, a decisão se aplica a todos os processos semelhantes no Brasil. Isso significa que juízes de todo o país deverão seguir o entendimento do Supremo, garantindo uniformidade na aplicação da lei previdenciária.

O auxílio-doença (benefício por incapacidade temporária) continua sendo um direito dos trabalhadores que contribuem para a Previdência Social, mas o fim automático sem perícia reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos segurados.

 

 


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