Criação do Bilhete Único Metropolitano é um dos projetos do deputado eleito Gerson Bittencourt para a RMC

03 . dez . 2010 Print This Article

Eleito deputado estadual pelo PT com 89.920 votos, o engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Pelotas (RS), mestre em Desenvolvimento em Sociedade e especialista em Políticas Públicas, Gerson Bittencourt, exerce hoje a função de secretário municipal de Transportes de Campinas.

Em entrevista ao site do Sindivarejista, ele afirma que a criação do Bilhete Único Metropolitano, a construção de garagens subterrâneas no centro de Campinas e o Trem de Alta Velocidade, bem como a requalificação do espaço urbano, são alguns dos projetos que irão fortalecer ainda mais o comércio da RMC.

O trânsito e a falta de segurança têm afastado cada vez mais o consumidor da região central das grandes cidades, que acaba preferindo fazer as suas compras nos shoppings. Pela sua experiência na Secretaria de Transportes de Campinas, o que poderia ser feito para voltar a atrair a população para o centro?
A requalificação do espaço urbano na área central é o elemento fundamental desse processo de retorno do consumidor ao centro. Ruas mais bonitas, calçadas amplas e acessíveis e espaço para o pedestre; equipamentos urbanos de qualidade, como bancas de revista, quiosques e outros elementos que compõem a paisagem urbana, devem ser implantados para se criar um “ambiência” atraente para toda a família. Para isso é extremamente importante a prioridade total ao pedestre. As garagens subterrâneas contribuem fortemente nesse processo, pois facilitam o acesso ao centro, sem congestioná-lo. E a implantação de câmaras de monitoramento e a presença da polícia ajudam a inibir os malfeitores. Aliás, é o que se vê nos shoppings em geral: facilidade de acesso e de estacionamento, segurança, espaços agradáveis. E vejam que os espaços da cidade, se requalificados, seriam muito mais agradáveis que os dos shoppings, por serem mais amplos, ricos e variados. Com certeza a maioria dos consumidores preferiria fazer suas compras no centro, que é o espaço mais democrático da cidade. No caso de Campinas isto é mais do que possível. Ainda temos um centro que não se degradou completamente, como em outras cidades de porte. Aqui ainda moram na área central quase 30.000 pessoas, o que facilita enormemente a tarefa de requalificação.

O senhor pretende desenvolver algum projeto que gere o crescimento do comércio na região de Campinas?
Nosso foco vai continuar no desenvolvimento da RMC. O Bilhete Único Metropolitano é um dos projetos a serem implementados. Outro é o TAV Brasil, Trem de Alta Velocidade. Sua implantação virá modificar a cidade e a região, com incalculáveis ganhos para o comércio local. Não tenho dúvidas de que será o maior projeto de desenvolvimento da RMC, juntamente com a ampliação do Aeroporto de Viracopos, consolidando-a como centro nacional de logística. Esses projetos receberão nosso forte apoio na Assembléia Legislativa. Outro projeto, já em fase de implantação, é a extensão da linha da Maria Fumaça, da Estação Anhumas até a Praça Arautos da Paz. Tem importante função metropolitana, facilitando e incrementando o turismo, especialmente entre as cidades de Campinas e Jaguariúna. Outros, visando a cidade de Campinas mas que refletem em toda a RMC, são as garagens subterrâneas – que contribuem para a requalificação da área central – e o monitoramento da frota do transporte público, que virá aumentar a eficiência e a segurança do transporte público municipal.

Como secretário municipal de Transportes de Campinas, que tipo de ações o senhor realizou que resultaram no desenvolvimento econômico da RMC?
Campinas é o pólo dinâmico da RMC. As grandes ações desenvolvidas aqui são, naturalmente, metropolitanas. Veja, por exemplo, o caso da nova rodoviária, o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo. É uma obra que realizamos em Campinas, mas é evidente sua função metropolitana e regional. Da mesma forma o Bilhete Único, que mesmo municipal atinge a população de toda a RMC que para aqui se desloca pelo transporte metropolitano e em seguida utiliza o transporte municipal. O Bilhete Único gera uma economia de milhões de reais todo ano. Essa economia vai parar aonde? Quase tudo no comércio campineiro. A CimCamp é outro elemento de grande impacto implantado em Campinas e que tem fortes reflexos na RMC. Hoje são cerca de 150 pontos monitorados, com a utilização de aproximadamente 400 câmaras. Tornou-se paradigma de sistema de monitoramento por integrar num só instrumento as ações do trânsito e do transporte, da segurança, do SAMU, da Defesa Civil e da Setec. O Ministério da Justiça o adotou para os sistemas de segurança do Pronasci – Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania. Outras ações que, no seu conjunto, ajudam no desenvolvimento da RMC, são a implantação do Túnel Joá Penteado, que veio facilitar o acesso ao centro; os corredores de transporte público e as Estações de Transferência, com destaque para o Corredor Central; a requalificação dos Terminais de Ônibus, especialmente o Central; a implementação gradativa do Anel da Integração Engenheiro Rebouças, com destaque para o trecho da Marginal do Piçarrão; o disciplinamento do transporte de cargas na área central e várias outras. Tem mais. As ações de Educação para a Mobilidade, embora restritas a Campinas, atingem, pelo efeito polarizador da nossa cidade, boa parte da população metropolitana que se utiliza dos espaços urbanos campineiros. São programas educativos que visam a ajudar a população a conviver com a dura realidade do trânsito, salvando vidas. Com uma frota de quase 700.000 veículos e população de mais de 1.000.000 de habitantes, esse é um cuidado que sempre tivemos: a minimização dos acidentes de trânsito.


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