ICC de Campinas tem 3ª queda seguida, mas continua positivo

17 . jul . 2017 Imprimir esse Artigo

O humor dos consumidores campineiros foi afetado diretamente pela mais recente crise política que se instalou no final de maio e ainda segue sem definição. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido no começo deste mês registrou queda de 2,4 pontos em relação a junho. É a terceira queda seguida desde maio. Segundo a pesquisa realizada pelo SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com a FecomercioSP, em julho o ICC marcou 111,2 pontos. No mês anterior era de 113,6 e em maio o mesmo índice era de 114,1. A escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Apesar da série em queda o ICC ainda segue positivo.

O ICEA ainda é pessimista e apontou nova queda em relação ao número do mês passado. Este mês desceu para 20,6 pontos enquanto que em junho havia marcado 25,5 pontos. A perspectiva futura (IEC) também apresentou queda e chegou a 171,6 pontos; mês passado marcava 177,5 pontos.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda da confiança em relação ao futuro mostra a insegurança do consumidor em relação ao cenário político, que se revela cada vez mais instável. “O ICC subiu até abril, o que era de se esperar. Os últimos três meses estão sendo marcados com essa falta de definição em relação ao presidente, Michel Temer. Estamos nesse compasso de espera. Porém, por outro lado a economia não está parada. Tivemos resultados positivos em relação a economia. A situação política realmente não está ajudando, mas percebo que a economia está se descolando da política e conseguiu resultados positivos”, afirmou assessor econômico da Fecomercio Fábio Pina.

“Podia ser bem melhor se não tivesse tantos problemas políticos, a economia teria resultados bem melhores. Mas, aparentemente as coisas estão sendo encaminhadas de uma forma que não haja perda de controle. A inflação está controlada, outros números também. Agora, segundo a pesquisa não é hora de comprar bens duráveis. As pessoas estão em compasso de espera”, explicou.

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