A data é considerada a primeira grande oportunidade de vendas do ano para o setor varejista, especialmente nos segmentos de vestuário, calçados, acessórios, perfumaria, cosméticos, eletrônicos e alimentos
O Dia das Mães de 2026, celebrado em 10 de maio, deve movimentar o comércio, mas com crescimento moderado nas vendas. De acordo com análise do economista do SindiVarejista Campinas e Região, Jaime Vasconcellos, a expectativa é de alta de até 2% nas receitas brutas reais do varejo regional em relação ao mesmo período de 2025.
A data é considerada a primeira grande oportunidade de vendas do ano para o setor varejista, especialmente nos segmentos de vestuário, calçados, acessórios, perfumaria, cosméticos, eletrônicos e alimentos.
Segundo o economista, o avanço projetado reflete um cenário econômico de forças opostas. “Apesar da resiliência do mercado de trabalho e da renda, fatores como crédito mais caro, níveis elevados de endividamento e inadimplência das famílias acabam limitando o consumo”, explica Vasconcellos.
Outro fator que contribui para o crescimento mais tímido das vendas é o aumento de preços de itens tradicionalmente procurados no Dia das Mães. Dados do IPCA-15, do IBGE, mostram que diversos produtos tiveram alta acima da inflação média, que ficou em 4,37% até abril.
Itens como chocolates (21,85%), flores naturais (11,82%) e joias (26,81%) lideram a alta, enquanto produtos como calçados, roupas e itens de beleza também registraram aumento acima da média.
“Grande parte dos produtos típicos da data ficou mais cara nos últimos 12 meses, o que reduz o poder de compra do consumidor e exige mais cautela na hora de presentear”, destaca o economista.
Por outro lado, alguns bens duráveis, como eletrodomésticos, apresentaram queda de preços. Ainda assim, o impacto positivo é limitado. “Mesmo com preços menores, esses itens dependem muitas vezes de crédito, e o orçamento familiar já está bastante comprometido, o que restringe compras de maior valor”, acrescenta.
Apesar dos desafios, o cenário não é totalmente negativo. O mercado de trabalho segue como importante sustentação para o consumo. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Região Metropolitana de Campinas registrou a criação de cerca de 20 mil novos postos de trabalho.
Esse fator deve garantir um leve crescimento nas vendas, ainda que distante de desempenhos mais expressivos registrados em anos anteriores.
“O emprego e a renda ajudam a impulsionar o varejo, mas o ambiente de juros elevados e endividamento puxa o consumo para baixo. O resultado é um crescimento moderado, que não deve ultrapassar os 2%”, resume Vasconcellos.
Diante desse cenário, o SindiVarejista Campinas recomenda que os comerciantes adotem estratégias para maximizar resultados no período. Entre as principais orientações estão:
Para o economista, a adaptação ao comportamento do consumidor será decisiva. “Em um ambiente de maior cautela, o varejista que conseguir alinhar preço, valor percebido e conveniência terá mais chances de se destacar e aproveitar as oportunidades do Dia das Mães”, conclui.
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