As medidas fazem parte da transição para a Reforma Tributária e atingem principalmente o regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), amplamente utilizado pelo setor varejista
O varejo paulista precisará se adaptar a uma nova realidade tributária a partir de 2026. As portarias recentes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo trazem mudanças relevantes no ICMS, com impacto direto no caixa das empresas, na precificação de produtos e na gestão de estoques.
As medidas fazem parte da transição para a Reforma Tributária e atingem principalmente o regime de Substituição Tributária (ICMS-ST), amplamente utilizado pelo setor varejista.
A principal mudança é a ampliação da lista de produtos que deixam de ser tributados pelo regime de Substituição Tributária. Com isso, o recolhimento antecipado do imposto — feito antes da venda ao consumidor — perde força.
Na prática, isso muda a dinâmica do varejo:
Um ponto positivo para o varejo é a redução do prazo para aproveitamento de créditos de ICMS, que caiu de 24 para 12 meses.
Isso significa:
Por outro lado, o benefício vem acompanhado de maior exigência operacional. Erros na apuração ou atrasos podem gerar perdas financeiras.
Com a saída de produtos do ICMS-ST, o varejo passa a ter mais liberdade para formar preços — mas também maior exposição a variações tributárias.
Na prática:
A mudança de regime exige um pente-fino nos estoques. As empresas precisarão levantar e registrar corretamente todas as mercadorias que deixam de estar sujeitas ao ICMS-ST.
Entre os principais impactos:
Além disso, o controle entre o estoque físico e o fiscal se torna ainda mais estratégico para evitar prejuízos.
Empresas do Simples Nacional, que muitas vezes dependiam da simplificação trazida pelo ICMS-ST, também sentirão os efeitos.
Agora, será necessário:
A redução do ICMS-ST em São Paulo segue a lógica da Reforma Tributária, que prevê um sistema mais simples e sem esse tipo de antecipação.
Para o varejo, o recado é claro: o modelo operacional está mudando.
Empresas que investirem em tecnologia fiscal, revisão de processos e capacitação da equipe terão vantagem competitiva. Já aquelas que não se adaptarem podem enfrentar dificuldades com custos, precificação e conformidade.
Diante das mudanças, especialistas recomendam que os varejistas:
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