O estudo foi manchete do Correio Popular, tema de editorial no mesmo jornal e também repercutiu no jornla online Diário Campineiro
O crescimento do emprego para pessoas com mais de 50 anos no comércio de Campinas ganhou força em 2025 e se tornou destaque na imprensa regional. Levantamento divulgado pelo SindiVarejista de Campinas e Região revelou que a cidade fechou o ano com 14.196 trabalhadores 50+ empregados no setor, um aumento de 43,98% em dez anos.
O estudo foi manchete do Correio Popular, tema de editorial no mesmo jornal e também repercutiu no jornla online Diário Campineiro, ampliando o debate sobre mercado de trabalho em Campinas, diversidade etária e escassez de mão de obra no varejo.
A presidente do SindiVarejista concedeu entrevista e explicou as mudanças. Para a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, a contratação de profissionais acima dos 50 anos atende a três demandas principais do setor: driblar a falta de mão de obra, aproveitar a experiência acumulada e reduzir a rotatividade.

“Eu sou de uma época em que você entrava em uma empresa e permanecia nela. Não é esse entra e sai toda hora como acontece hoje, gerando uma alta rotatividade”, afirmou.
Segundo ela, o trabalho também representa qualidade de vida para muitos profissionais 50+. “Nem sempre eles estão procurando uma renda extra. Muitas vezes é para ter um convívio social, conversar com as pessoas, não ficar preso dentro de casa.”
📊 Crescimento do emprego 50+ supera expansão do setor
Segundo a pesquisa, baseada em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2015 Campinas tinha 10.360 profissionais com mais de 50 anos trabalhando no comércio. Em 2025, o número saltou para 14.196.
O dado mais expressivo é que o avanço das contratações de profissionais 50+ foi muito superior ao crescimento total do setor. Enquanto o número de trabalhadores acima de 50 anos cresceu 43,98%, o estoque geral de empregos com carteira assinada no varejo, atacado e comércio e reparação de veículos passou de 93,6 mil para 94,4 mil — alta de apenas 0,85% no período.
Na prática, isso significa que o comércio de Campinas está contratando proporcionalmente mais trabalhadores experientes, consolidando uma tendência de valorização da maturidade profissional.

Entre os segmentos que mais empregam pessoas com mais de 50 anos em Campinas, os supermercados aparecem na liderança, com 1.736 profissionais. Em seguida estão:
Hipermercados (607)
Lojas de vestuário e acessórios (577)
Comércio de automóveis novos (564)
Minimercados, mercearias e armazéns (553)
Juntos, esses setores concentram cerca de um em cada quatro trabalhadores 50+ do comércio local.
O cenário também reflete a dificuldade de contratação enfrentada pelo varejo. O setor busca profissionais com responsabilidade, estabilidade emocional, experiência em atendimento ao público e menor rotatividade — características frequentemente associadas aos trabalhadores mais experientes.
O debate sobre emprego para pessoas com mais de 50 anos no Brasil também está ligado à transformação do perfil populacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, até 2060, 25,5% da população brasileira terá mais de 60 anos.
Atualmente, apenas 17% da força de trabalho é composta por pessoas acima dos 50 anos. Caso esse percentual não aumente, o país pode enfrentar escassez de mão de obra nos próximos anos.
Para Sanae, valorizar a diversidade etária é uma estratégia inteligente. “Os trabalhadores 50+ trazem uma bagagem profissional importante, especialmente no atendimento ao público, que é um diferencial competitivo no varejo. Empresas que superam estereótipos etários e investem em ambientes inclusivos tendem a reter mais talentos e reduzir a rotatividade.”
Ao se tornar manchete e editorial do Correio Popular e ganhar destaque no Diário Campineiro, o levantamento do SindiVarejista posiciona Campinas como referência no debate sobre emprego 50+, mercado de trabalho e varejo.
Mais do que uma tendência pontual, os números mostram que a experiência profissional está se consolidando como ativo estratégico no comércio. Para empresários, gestores e profissionais de recursos humanos, os dados reforçam que investir na inclusão de trabalhadores mais experientes pode ser uma solução sustentável para enfrentar a escassez de mão de obra e fortalecer o setor varejista na região.
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