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Presidente do SindiVarejista fala sobre o Desenrola Brasil para o Correio Popular

Diante desse cenário, Sanae destaca que programas de renegociação são importantes para devolver o poder de consumo à população e movimentar a economia, mas reforça que o problema do endividamento exige soluções mais profundas e permanentes

A presidente do SindiVarejista de Campinas e Região Sanae Murayama Saito foi entrevista pelo jornal Correio Popular para comentar sobre Novo Desenrola Brasil. Ela afirmou na entrevista que o programa pode trazer um alívio momentâneo para milhares de famílias endividadas, mas também acende um alerta sobre os riscos de novas dívidas no futuro.

 

Dados divulgados pela Serasa mostram que o número de inadimplentes na Região Metropolitana de Campinas bateu recorde em março, chegando a 1,295 milhão de pessoas negativadas. O total das dívidas também alcançou o maior patamar da série, somando R$ 10,6 bilhões.

Diante desse cenário, Sanae destaca que programas de renegociação são importantes para devolver o poder de consumo à população e movimentar a economia, mas reforça que o problema do endividamento exige soluções mais profundas e permanentes.

Educação financeira precisa começar nas escolas, diz Sanae Saito

Segundo a presidente do Sindivarejista Campinas, a educação financeira deveria fazer parte do currículo escolar desde o ensino fundamental. Para ela, o debate sobre orçamento doméstico, controle de gastos e planejamento financeiro precisa começar ainda dentro de casa.

“É fundamental que as famílias conversem sobre dinheiro e organização financeira desde cedo. Muitos dos inadimplentes atuais já passaram anteriormente por situações semelhantes, o que mostra a necessidade de um trabalho contínuo de conscientização”, avalia Sanae Murayama Saito.

A dirigente do varejo regional ressalta que o fácil acesso ao crédito, principalmente por meio do cartão de crédito, contribui diretamente para o aumento do endividamento das famílias brasileiras.

Uso do FGTS para pagar dívidas gera preocupação

Um dos principais pontos de atenção do Novo Desenrola Brasil, segundo Sanae, está na possibilidade de utilização de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociação das dívidas.

A presidente do Sindivarejista Campinas avalia que a medida pode resolver uma dificuldade imediata, mas traz impactos futuros importantes para os trabalhadores.

“O FGTS funciona como uma reserva financeira importante para o futuro do trabalhador. Utilizar esse recurso agora pode aliviar uma situação momentânea, mas gera preocupação quando pensamos na segurança financeira lá na frente”, afirma Sanae.

O programa do governo federal prevê descontos entre 30% e 90% nas dívidas, além de parcelamentos em até 48 meses para consumidores com renda de até cinco salários mínimos.

Comércio pode ser beneficiado com redução da inadimplência

Apesar das preocupações, Sanae reconhece que a renegociação das dívidas pode gerar reflexos positivos para o comércio varejista da região de Campinas.

Com o nome regularizado, muitos consumidores voltam a ter acesso ao crédito e retomam gradualmente o consumo, o que ajuda a movimentar setores importantes da economia local.

Ainda assim, a presidente do Sindivarejista Campinas alerta que o momento exige cautela tanto por parte dos consumidores quanto das empresas.

“O crédito precisa ser utilizado de forma responsável. Sem planejamento financeiro, existe o risco de as famílias voltarem rapidamente ao ciclo de endividamento”, destaca.

Inadimplência segue em alta na Região Metropolitana de Campinas

Desde o encerramento da primeira edição do Desenrola Brasil, em março de 2024, a Região Metropolitana de Campinas ganhou cerca de 169 mil novos inadimplentes, segundo levantamento da Serasa.

O crescimento reforça a preocupação do varejo regional com o atual cenário econômico, marcado por juros elevados, inflação acumulada em diversos segmentos e perda do poder de compra das famílias.

Para Sanae Murayama Saito, além de programas emergenciais, o país precisa avançar em políticas permanentes de educação financeira, planejamento familiar e consumo consciente para reduzir os índices de inadimplência no longo prazo.

 


 

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